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Mercedes Classe E Cabriolet E400 reestilizado: como é

Carro conversível branco Mercedes-Benz em alta velocidade em estrada asfaltada com colinas ao fundo.

Identificação e contexto

É o conversível da Classe E da Mercedes reestilizado?

É sim. Pode comemorar.

Beleza. O que mudou?

Assim como aconteceu com o sedã da nova Classe E, as alterações aqui foram bem amplas: há ajustes de chassi e motores mais eficientes. Além disso, o carro passou a trazer muito mais itens de série - e é com esse pacote que a marca tenta sustentar o aumento de preço.

Motores e versões: E400 no lugar do E500

Então tá - como ficou o novo E500?

Aí é que está o ponto… No Reino Unido, a Mercedes aposentou o V8 grande e colocou no lugar o E400, com um V6 biturbo de 3,0 litros e 328 bhp. Com o câmbio automático de sete marchas (nem pense no manual de seis; ele é “elástico” e desagradável), faz 0–100 km/h (0–62 mph) em 5,3 segundos (0,1 segundo mais lento), entrega 12,7 km/l (35,8 mpg) (4,8 milhas a mais), tem velocidade máxima limitada de 250 km/h (155 mph) e emite 185 g/km de CO2 (28 g/km a menos). E o som lembra o Andre the Giant recitando vogais bem devagar.

Isso não parece tão ruim

E não é. Só que este é um Mercedes sem o selo AMG, e mesmo as versões fortes seguem um ritual próprio, mais calmo: a ideia é viajar com facilidade, não entregar velocidade insana. Por isso, a caixa é lenta e um tanto “sem noção” às vezes. O antigo 500 tinha um lado malcriado; este não tem - mas continua sendo um conversível seguro de si, potente e feito para rodar longe.

Veja mais fotos do Mercedes E400 cabrio

E o AM…

…G? Desculpe cortar, mas já sabíamos que você ia perguntar - e não vai existir. Na verdade, nunca existiu: nenhum cupê ou cabrio da Classe E produzido em massa recebeu o pacote completo de Affalterbach (procure no Google. Eu sei que você não acredita). Dá, porém, para escolher o acabamento AMG Sport - custa £2,435 a mais do que o carro antigo na versão Sport e já inclui, de série, suspensão esportiva adaptativa.

E os motores mais econômicos?

O quatro-cilindros 2,0 litros a gasolina foi retrabalhado para ficar mais eficiente. Como antes, há dois diesel de quatro cilindros, E220 e E250 CDI, além do seis-cilindros E350. O 350 seria a nossa segunda opção: é macio, tem bastante torque e é absurdamente silencioso, mesmo registrando 47,9 mpg.

Ao volante: conforto, direção e tecnologia

Chato, porém correto. Agora me diga como ele é para dirigir.

Muito, muito bom. O conforto de rodagem é melhor do que o de qualquer rival da categoria. A direção elétrica atualizada (feita para gastar menos combustível) tem um peso convincente e passa uma sensação de estabilidade em velocidades de Autobahn. Em curvas, há um leve balanço, mas este é um Benz clássico de boulevard, não um esportivo focado. Para isso, existe o SL.

Na prática, ele viaja quase tão bem quanto a Classe E de teto fixo. A capota de tecido com tratamento acústico demora um pouco para subir (20 segundos), porém é muito silenciosa em ritmo de estrada. Só aparece um assobio discreto nos retrovisores quando você passa de 145 km/h (90 mph) - e nós testámos isso numa Autobahn sem limitação, para quem gosta de leis.

Ele também mantém a tecnologia “do futuro” da nova Classe E. Nos modelos SE de entrada, já vêm de série navegação online, rádio DAB e o Active Parking Assist, além do Pre-Safe Plus, que deteta uma colisão traseira, aciona os freios e evita que você seja empurrado para cima do carro da frente. O Distronic Plus é opcional, mas vale muito: ele esterça, acelera e freia sozinho no anda-e-para do trânsito.

Espaço a bordo e detalhes do uso diário

Mas dá para levar cinco?

Não. Em compensação, é um legítimo quatro-lugares - do tipo em que duas pessoas reais, com pernas, braços e cabeça, conseguem ir atrás com a capota levantada. E, com a capota aberta, elas ainda contam com o AirCap automático: é uma espécie de defletor no topo do para-brisa que se ergue sozinho a 40 km/h (25 mph) - antes era preciso acionar manualmente - e reduz aquela turbulência chata. Só que deixa o carro com um ar completamente ridículo.

Mais alguma reclamação?

Nada sério, mas você vai muito baixo - ou, melhor dizendo, as laterais são altas demais. A um ponto em que parece que você está guiando dentro de uma banheira com borda, e como as “flancas” escondem boa parte do tronco, dá até a impressão estranha de que o carro está a ser conduzido por um busto.

Fora isso?

Há uma franqueza neste cabrio: é bom dirigir um conversível premium que não soa agressivo sem necessidade, nem parece feito para “hipster fetal”, nem dá a sensação de estar a se esforçar para compensar… inseguranças de alguém (sim, Audi. É com você).

O visual ficou mais leve e simpático (embora a barra transversal na grade tenha um quê de Cheshire), a tecnologia de segurança às vezes se intromete demais, mas a intenção é boa, e o desempenho é mais do que suficiente para uma pose discreta num dia de sol. Não é um carro de piloto, mas é um carro agradável de conduzir. E, desde que você mantenha a velocidade abaixo de 40 km/h (25 mph) para o “negócio do ar” não saltar, ele desfila sem pretensão.

Chega em outubro.

Veja mais fotos do Mercedes E400 cabrio

OS NÚMEROS

£49,635, V6 biturbo 3,0 litros, 328 bhp, 0-62mph in 5.3 seconds, 155mph, 35.8mpg, 185g/km de CO2, câmbio automático de sete marchas, tração traseira

NOTA

8/10

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