Na partida de estreia do Grupo K contra Portugal, um detalhe fora de campo roubou a cena: Sofia Mbemba, empresária e esposa de Chancel Mbemba, capitão da RD Congo, apareceu nas arquibancadas com um coordenado repleto de referências nacionais e culturais - e a escolha rapidamente virou um dos assuntos mais comentados além das quatro linhas.
Sofia acompanhou o jogo ao lado de três dos quatro filhos e, logo no início da Copa do Mundo, voltou a atrair olhares com um visual que se destacou tanto pela intenção simbólica quanto pela execução.
Bustier Commelejour e Ankara da Vlisco no look de Sofia Mbemba
O ponto central do conjunto foi um bustier produzido a partir de uma camisa oficial da seleção congolesa, remodelada e customizada pela Commelejour, marca belga voltada para upcycling e personalização. A peça trazia a bandeira da RD Congo e o número 22, em menção direta ao zagueiro que defendeu o F.C. Porto entre 2018 e 2022.
Para completar, Sofia combinou o bustier com uma saia longa em Ankara, além de uma bolsa Hermès Kelly branca, sandálias de tiras e anéis volumosos.
Referências culturais no estádio de Houston
A escolha do Ankara e a parceria com a Vlisco - marca têxtil holandesa fundada em 1846, conhecida pelos padrões Dutch wax hoje associados à moda da África Ocidental e Central - ampliaram a leitura cultural do visual, que se destacou no estádio, em Houston, durante o duelo contra Portugal.
Repercussão nas redes e homenagem ao número 22
Nas redes sociais, Sofia chamou atenção para o coordenado e escreveu: "Vlisco, o meu aliado de estilo no dia a dia. Um elo entre modernidade e herança cultural, que me permite expressar a minha identidade através da moda. Para este jogo, visto o meu país com orgulho, num equilíbrio entre elegância, autenticidade e descontração. Obrigada, Commelejour, por concretizar a minha visão com este bustier em homenagem ao meu jogador preferido."
Entre as mulheres, noivas e namoradas de jogadores presentes na Copa do Mundo que recorreram a elementos nacionais, a escolha da esposa de Mbemba - que já viveu no Porto - foi apontada como uma das mais marcantes da primeira rodada, pela coerência, pela carga simbólica e pelo trabalho artesanal.
O peso de uma participação histórica para a RD Congo
Sofia acompanha a competição com ainda mais emoção por se tratar de uma participação histórica. "Ver o Congo qualificar-se para o Mundial depois de 52 anos não é apenas uma vitória... é o resultado de anos de sacrifícios e de uma esperança que nunca vacilou", compartilhou logo após a classificação dos "Leopardos".
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