Enquanto na Europa os híbridos plug-in ainda patinam para passar muito além de 100 km rodando só na bateria, na China o jogo é outro: alguns modelos já entregam até quatro vezes mais alcance em modo 100% elétrico. É nesse cenário que a BYD segue ampliando sua ofensiva com o “Super-híbrido” DM-i de 5ª geração, prometendo 1.845 km de autonomia combinada e 310 km sem que o motor a combustão precise entrar em cena.
Em um evento em Shenzhen, a marca também aproveitou para atualizar sua estratégia de direção autônoma “God’s Eye”, falando de novas garantias em caso de acidente e da entrada em produção de chips de 4 nm para sustentar futuros níveis 3 e 4 de automação. Ao mesmo tempo, lançou a Song Ultra DM-i, um SUV híbrido com preços agressivos (entre 16.000 e 20.000 euros) e capacidade declarada de rodar até 1.845 km somando um tanque cheio e uma recarga.
No mês passado, a BYD já havia apresentado a versão 100% elétrica desse SUV, a primeira da linha “Dynasty” a adotar a recarga “Flash”, em carregadores capazes de entregar até 1.500 kW de potência.
Hybride : BYD lance la Song Ultra DM-i en Chine, et la Dolphin G en Europe
A Song Ultra DM-i ajuda a popularizar a quinta geração dos motores DM-i (Super-híbrido) da BYD, com promessa de até 310 km rodando em modo 100% elétrico, de acordo com o ciclo CLTC (mais “generoso” do que o WLTP europeu). O truque aqui não é mistério: a BYD basicamente coloca uma bateria de carro elétrico dentro de um híbrido… e o cliente pode escolher entre um pack de 26,6 kWh na versão mais barata ou 38 kWh nas demais.
Para reforçar o apelo do modelo, a BYD também divulgou o consumo do motor a combustão quando a bateria está totalmente descarregada: seria de apenas 3,3 L/100 km, novamente segundo o ciclo CLTC, na Song Ultra DM-i. Mesmo que na prática esses números tendam a ser mais altos na Europa, eles apontam para uma eficiência notável - e ajudam a explicar como o carro chega aos 1.845 km de alcance total com um tanque e uma recarga.
Outro modelo da gama BYD na China entrega números semelhantes: o Sealion 6 DM-i, também restrito ao mercado chinês e apresentado no começo do ano. Ele foi o primeiro a combinar uma bateria de 38 kWh com um motor a combustão de 1,5 L de cilindrada. O preço também é bem competitivo, partindo de 17.000 euros. Para a Europa, ainda não há anúncio de comercialização; a marca parece mais focada no lançamento de um compacto híbrido (Dolphin G), “prima” da Dolphin Surf.
Na Europa, os híbridos mais eficientes ainda ficam um degrau abaixo em autonomia elétrica. Os melhores modelos do mercado já passam dos 100 km no modo 100% elétrico, mas ainda não permitem ir além de 130 km. No topo do pódio, a Mercedes se destaca com o GLC, equipado com uma bateria de 31,2 kWh bruta. As Classe C e Classe E 300 e completam a oferta, com 115 e 118 km de autonomia elétrica, respectivamente (WLTP).
Quelle est la voiture hybride avec la plus grosse autonomie 100 % électrique ? La XPeng G6 EREV, avec 400 km
No cenário global, o recordista também é chinês - mas não é da BYD. A XPeng, normalmente mais associada a modelos 100% elétricos, lançou uma versão EREV do seu SUV G6. Com ela, são 430 km de autonomia sem usar o motor a combustão (ciclo CLTC). Para chegar a esse número, a XPeng não economizou na bateria: são 55,8 kWh, um pack maior do que o de muitos carros 100% elétricos.
Além do alcance impressionante, o XPeng G6 EREV se destaca na recarga graças à arquitetura de 800 V (12 minutos para recuperar 314 km de autonomia, com potência máxima de 350 kW). Ele não supera a BYD Song Ultra DM-i no alcance combinado, porém, ficando em 1.704 km.
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