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Colômbia entra no Grupo de Usuários do Gripen (GUG) após comprar 17 Saab JAS-39 Gripen E/F

Dois homens posam com documento em frente a um jato militar em pista de aeroporto, com bandeiras da Colômbia e Suécia.
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Colômbia entra no Grupo de Usuários do Gripen (GUG)

Depois de assinar, em novembro de 2025, o contrato para a compra dos novos caças Saab JAS-39 Gripen E/F, a Colômbia segue avançando para se integrar plenamente à comunidade internacional de operadores dessa aeronave. Nesse movimento, o país passou a integrar oficialmente o Grupo de Usuários do Gripen (Gripen Users Group – GUG), com a adesão formalizada durante a reunião anual da entidade, realizada na Inglaterra paralelamente à Conferência de Chefes de Forças Aéreas do Mundo.

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Assinatura do MoU e países integrantes do GUG

A entrada foi confirmada com a assinatura do Memorando de Entendimento (MoU) entre as forças aéreas que operam o Gripen. A cerimónia ocorreu na Embaixada da Tailândia, em Londres, local que sediou a reunião anual do GUG. Com o acordo, a Força Aeroespacial Colombiana tornou-se o sétimo membro do grupo, juntando-se à República Checa, Hungria, África do Sul, Suécia, Tailândia e Brasil.

O GUG tem como propósito aprofundar a cooperação entre os operadores do sistema de armas por meio da troca de informações operacionais, técnicas e logísticas, além de promover o compartilhamento de experiências, boas práticas e lições aprendidas para elevar a eficiência e a interoperabilidade.

O que muda para a Força Aeroespacial Colombiana

Segundo a Força Aeroespacial Colombiana, a adesão representa um avanço estratégico ao estreitar a cooperação com as demais nações que utilizam o Gripen e ao reforçar capacidades institucionais ligadas à futura operação do caça. A participação no GUG também deve facilitar o acesso a mecanismos de colaboração em áreas como sustentação, treinamento, logística e evolução da plataforma.

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Compra dos 17 Saab JAS-39 Gripen E/F: contrato e cronograma

A entrada no Grupo de Usuários é, ainda, mais um marco no processo iniciado em novembro de 2025, quando o Ministério da Defesa da Colômbia formalizou a aquisição de 17 caças Saab JAS-39 Gripen E/F para substituir os IAI Kfir atualmente em serviço. Avaliado em cerca de US$ 4,4 bilhões, o contrato inclui não apenas as aeronaves, mas também equipamentos de apoio, infraestrutura, logística e a adaptação das bases aéreas necessárias para a operação.

Pelo cronograma previsto, as primeiras entregas devem começar em 2027, enquanto a incorporação completa da frota está projetada para ocorrer até 2032.

Por que o Gripen foi escolhido

A escolha do Gripen resultou de um processo de avaliação longo, no qual a proposta da Saab superou alternativas como o F-16 Fighting Falcon, da Lockheed Martin, e o Rafale, da Dassault Aviation. Entre os pontos que pesaram a favor estiveram os menores custos operacionais da plataforma, a oferta de cooperação industrial e transferência de tecnologia apresentada pela empresa sueca, além do potencial de integração regional apoiado na experiência do Brasil, primeiro operador latino-americano do Gripen E/F.

Cooperação regional e consolidação do futuro sistema de combate

Nesse cenário, a adesão da Colômbia ao Grupo de Usuários do Gripen se encaixa como um passo lógico na consolidação do seu futuro sistema de combate aéreo. A presença de caças Gripen E da Força Aérea Brasileira na F-AIR 2025 - quando realizaram, pela primeira vez, demonstrações de voo em território colombiano - já indicava o nível de cooperação que agora começa a ganhar forma institucional.

Com a entrada no GUG, a Colômbia não apenas fortalece as capacidades futuras da sua Força Aeroespacial, como também passa a integrar uma rede internacional voltada a otimizar a operação, a sustentação e o desenvolvimento de um dos caças de combate mais modernos atualmente em serviço.


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