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Mazda CX-60: avaliação dinâmica do SUV PHEV

SUV Mazda CX60 PHEV vermelho em exposição em ambiente interno com janelas grandes e luz natural.

A Mazda levou jornalistas às estradas da Serra de Sintra e do Guincho para a apresentação dinâmica internacional do novo SUV CX-60, que já pode ser encomendado em Portugal.

Com chegada ao mercado prevista para este verão por lá, o CX-60 estreia, logo de início, uma motorização híbrida plug-in - a primeira do tipo nos mais de 100 anos de história da Mazda.

Foi justamente essa versão que pudemos “deitar as mãos” neste novo SUV da marca de Hiroshima, que vai ocupar um degrau acima do CX-5, modelo que é 17 cm mais curto.

O CX-60 também inaugura uma família de cinco novos modelos programados até 2025, todos assentes na nova plataforma Skyactiv Multi-Solution Scalable Architecture, de tração traseira (e integral), preparada para receber as inéditas motorizações de seis cilindros em linha do construtor japonês.

Ainda assim, esses novos “seis em linha” só chegam em 2023. Já está confirmado que um deles será o Skyactiv-X a gasolina de 3.0 l e o outro o Skyactiv-D a diesel de 3.3 l. Por enquanto, a Mazda divulgou apenas alguns números do Diesel - e vale a pena ficar atento.

O mais potente de sempre

Por agora, o foco vai para o Mazda CX-60 híbrido plug-in (PHEV), que será a primeira variante do modelo a chegar ao mercado.

Na configuração PHEV, o CX-60 combina o já conhecido motor a gasolina 2.5 de quatro cilindros, aspirado, com um motor elétrico de 129 kW (175 cv). Esse conjunto trabalha com um câmbio automático totalmente novo, de oito marchas, enquanto o motor elétrico é alimentado por uma bateria de 17,8 kWh.

Dessa combinação, nasce uma autonomia elétrica máxima de 60 km, uma potência total combinada de 327 cv e um torque máximo de 500 Nm - números que transformam este no Mazda de produção mais potente de todos os tempos.

Foco na dinâmica

Mesmo marcando 2055 kg na balança e exibindo dimensões generosas, o Mazda CX-60 faz o sprint de 0 a 100 km/h em 5,8s e chega aos 200 km/h de velocidade máxima (limitados).

Em linha reta, ao cravar o acelerador, a entrega é sólida e sem indecisões. Mas é nas curvas que fica claro que ele não é apenas mais um SUV grande e pesado.

A direção tem peso e transmite bem o que está acontecendo - talvez até pesada demais para alguns - e se mantém muito precisa, como é típico em um Mazda.

Outro destaque é o controle de carroceria, muito bem acertado. A própria Mazda atribui parte disso a uma tecnologia desenvolvida internamente, chamada Kinematic Posture Control, cuja função é estabilizar a postura do CX-60 em curva.

Para isso, o sistema consegue frear a roda traseira do lado interno da curva, reduzindo a rolagem e o afundamento da carroceria.

Quando chega e quanto vai custar?

O novo Mazda CX-60 já entrou em produção no Japão e está prestes a desembarcar na Europa. Sobre a chegada ao mercado português, responsáveis da marca em Portugal disseram que ela deve acontecer antes de agosto.

Certo, por enquanto, é que o SUV será vendido por lá em quatro níveis de equipamento, com os seguintes preços (ainda estimativos):

  • CX-60 PHEV Prime-line - desde 53 750 euros;
  • CX-60 PHEV Exclusive-line - desde 55 350 euros;
  • CX-60 PHEV Homura - desde 57 750 euros;
  • CX-60 PHEV Takumi - desde 59 300 euros.

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