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Colesterol alto: o que são HDL e LDL e como controlar

Pessoa escolhendo hambúrguer e batatas fritas em bancada com salada e lanche saudável em formato de coração.

Segundo estimativas da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), cerca de 40% dos adultos no Brasil têm alterações nos níveis de colesterol, mas apenas um em cada quatro faz tratamento. Como o quadro costuma não causar sintomas, muita gente convive com o problema sem perceber, segue sem diagnóstico e fica mais vulnerável a doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

“O colesterol não é apenas um vilão. É um lipídio essencial para o funcionamento correto do organismo. Mas, quando atinge níveis elevados, pode se tornar um problema sério de saúde. Precisamos dele, porém em equilíbrio”, explica o Prof. Dr. Durval Ribas Filho, nutrólogo, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) e palestrante do Congresso Brasileiro de Neurocirurgia (CBN26).

De acordo com o médico, essa substância é relevante para várias atividades do corpo. “O colesterol participa da composição das estruturas das células do coração, intestino, músculos, pele, fígado, nervos e cérebro, além de atuar na produção de hormônios e na formação dos ácidos biliares, que ajudam na digestão das gorduras”, acrescenta.

O que é o colesterol bom e o ruim?

No sangue, o colesterol circula transportado por lipoproteínas. O HDL, conhecido como “bom colesterol”, contribui para retirar o excesso de colesterol da corrente sanguínea, ajudando a proteger os vasos. Já o LDL, chamado de “colesterol ruim”, favorece o depósito de gordura nas artérias e eleva o risco de infarto, AVC e outras doenças cardiovasculares - que continuam sendo a principal causa de mortes no Brasil e no mundo.

Causas do colesterol elevado

O aumento do colesterol pode ocorrer por fatores genéticos ou por aspectos do estilo de vida, como alimentação inadequada, sedentarismo e obesidade. Idade e condições associadas, como diabetes e hipotireoidismo, também entram na lista. A hipercolesterolemia familiar, por exemplo, é uma condição hereditária que eleva o colesterol e, na maior parte das vezes, demanda tratamento medicamentoso.

Como se trata de uma alteração silenciosa, a identificação costuma acontecer por um exame de sangue simples, que deveria integrar a avaliação de rotina. O motivo é direto: quanto mais cedo se percebe que as taxas estão fora do recomendado, maiores são as chances de tratar adequadamente, pontua o nutrólogo.

Hábitos que ajudam no controle do colesterol

Algumas estratégias alimentares, como aumentar o consumo de fibras solúveis, frutas, verduras, legumes e fontes de gorduras saudáveis, podem ajudar a reduzir o colesterol LDL - sobretudo quando caminham junto com hábitos de vida saudáveis, incluindo a prática de atividade física.

Também é indicado diminuir o consumo de açúcar, gorduras saturadas e trans, além de ultraprocessados e embutidos. Isso faz diferença porque uma parte do colesterol vem da alimentação, enquanto o restante é produzido principalmente pelo fígado.

“A dieta é um dos fatores modificáveis, considerando que a hipercolesterolemia é multifatorial. Quando apenas a mudança de hábitos não é suficiente, especialmente nos casos de predisposição genética ou outras comorbidades, o uso de medicamentos pode ser indicado, após uma criteriosa avaliação clínica e exames laboratoriais”, ressalta o Prof. Dr. Durval Ribas Filho.

Como aumentar o colesterol bom?

Além de sustentar hábitos saudáveis, manter atividade física com regularidade - principalmente a que contribui para perda de peso e redução de gordura abdominal - tende a elevar os níveis de HDL. Na alimentação, a orientação é priorizar aveia, frutas e legumes, e incluir gorduras boas como azeite de oliva extravirgem, abacate, nozes, castanhas e sementes (como chia e linhaça). Também vale consumir peixes ricos em ômega 3 (salmão, atum e sardinha) e evitar excesso de açúcar e de carboidratos refinados.

Por Edna Vairoletti

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