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Eclipses de agosto: eclipse solar em Leão e eclipse lunar em Peixes (12 e 28)

Mulher lendo livro perto da janela ao pôr do sol com eclipse solar e aquário com peixes dourados.

Com a aproximação da segunda temporada de eclipses do ano, agosto traz dois eventos marcantes: um eclipse solar em Leão, em 12 de agosto, e um eclipse lunar em Peixes, na madrugada do dia 28. Com isso, aumenta o interesse em entender como esses fenômenos podem repercutir na esfera pessoal.

Do ponto de vista astronómico, eclipses acontecem quando Sol, Terra e Lua entram num alinhamento muito específico, criando sombras capazes de esconder parcial ou totalmente um desses corpos celestes para quem observa da Terra. Ainda que sejam fenómenos naturais e previsíveis, ao longo dos séculos sempre provocaram um misto de fascínio, admiração e mistério.

“Existe uma narrativa muito alarmista em torno dos eclipses, de que eles são um aviso de que algo ruim vai acontecer. Mas, são apenas momentos onde ocorre uma lunação diferenciada e, astrologicamente, dependendo da configuração de cada mapa, podem funcionar como ativadores para situações que precisam acontecer”, explica Emily Rosa, astróloga do Astrolink.

Eclipse e lunação

Embora todo eclipse aconteça dentro de uma lunação, o inverso não é verdadeiro: nem toda lunação vem acompanhada de eclipse. As lunações correspondem às mudanças de fase da Lua, associadas ao posicionamento relativo entre Sol, Terra e Lua.

Na astrologia, a Lua Nova é definida quando Sol e Lua formam uma conjunção exata - no mesmo grau e minuto. Já a Lua Cheia ocorre quando os dois astros ficam em oposição, isto é, posicionados em signos opostos no zodíaco. Por isso, eclipses solares acontecem sempre na Lua Nova, enquanto eclipses lunares ocorrem na Lua Cheia.

Impactos dos eclipses

De acordo com Emily Rosa, alguns movimentos astrais reverberam no colectivo e, ao mesmo tempo, têm efeitos particulares em cada pessoa. Ela lembra que, na Antiguidade, o facto de o Sol ser temporariamente encoberto fazia com que eclipses fossem vistos com temor e ligados a rupturas, instabilidade e caos. “Hoje, sabemos que não é assim e que os impactos individuais dependem do mapa astral de cada pessoa, especialmente da casa em que os eclipses acontecem”, afirma.

Também é frequente a procura por respostas sobre como os eclipses podem influenciar términos de relacionamentos, mudanças na carreira e reviravoltas importantes. Segundo a astróloga, esses períodos tendem a intensificar emoções e a estimular reflexões profundas - mas isso não significa, necessariamente, o fim de uma relação. Em muitos casos, podem abrir espaço para renovação e crescimento, desde que a fase seja conduzida com consciência.

Efeito do eclipse no sono

Emily Rosa aponta que, sobretudo durante o eclipse lunar em Peixes, podem aparecer relatos de noites mais inquietas, sonhos mais vívidos e uma sensibilidade emocional ampliada. “O mais importante é identificar qual área do mapa será ativada com cada lunação (eclipses no fundo são mudanças nas fases da Lua) e observar o que emerge no momento”, aconselha.

Quando a lunação ocorre em Peixes, a orientação é ter cuidado com exageros, principalmente no consumo de álcool e outras substâncias psicoativas. Além disso, dormir mal e permanecer em ambientes muito estimulantes pode deixar o período ainda mais nebuloso do ponto de vista emocional.

O que muda em agosto? Eclipse solar em Leão e eclipse lunar em Peixes

Na leitura da astróloga, o eclipse solar em Leão, em 12 de agosto, tende a realçar assuntos ligados a expressão pessoal, criatividade, autoestima e autenticidade. Já o eclipse lunar em Peixes, na madrugada de 28 do mesmo mês, coloca em pauta padrões inconscientes, hábitos e emoções que podem estar a travar a concretização de metas e sonhos.

Por Manuella Tavares


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