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Mercedes-Benz detalha ofensiva de 30 novos modelos até 2027, entre combustão e elétricos

Carro prata Mercedes-Benz modelo 2027 em exposição dentro de showroom moderno e iluminado.

Um dos documentos que a Mercedes-Benz apresentou a investidores junto dos resultados do segundo trimestre de 2025 trouxe à tona uma ofensiva de produtos rara na história recente da marca: 30 novos modelos até o fim de 2027, contemplando opções com motor a combustão e versões 100% elétricas.

Nas palavras de Ola Källenius, CEO do Grupo Mercedes-Benz AG, “a melhor resposta é manter o rumo, oferecendo produtos desejáveis e inteligentes, enquanto mantemos o controle rígido dos custos”.

Ele também ressaltou que a produção precisa acompanhar o novo cenário geopolítico, apoiada por uma estratégia global e pelo programa Next Level Performance, que vai além de ganhos de eficiência e tem como objetivo reforçar a resiliência da companhia.

Portfólio da Mercedes-Benz: Entry, Core e Top-End

Essa nova onda de lançamentos começou com a nova geração do Mercedes-Benz CLA e do CLA Shooting Brake, oferecidos tanto como elétricos quanto como mild-hybrid. A sequência prevê mais três dezenas de modelos até 2027, distribuídos em três segmentos: Entry, Core e Top-End.

Parte das novidades já circula. Entre elas estão os futuros VLE e VLS (antecipados pelo protótipo Vision V), que serão minivans elétricas pensadas para unir versatilidade com um patamar elevado de conforto e luxo - sobretudo no caso do VLS. Também está no radar uma segunda interpretação do icônico Classe G, mas em dimensões mais compactas.

Nos segmentos intermediário (Core) e superior (Top-End), os principais destaques devem ficar por conta das variantes elétricas do GLC e do Classe C, além da próxima geração do Classe S, prevista tanto com motor a combustão quanto elétrica, assumindo o lugar do EQS.

No universo AMG, a marca já trabalha na estreia do seu primeiro modelo 100% elétrico com a arquitetura AMG.EA, antecipada pelo Concept AMG GT XX.

Novas arquiteturas

Por trás dessa ofensiva, a base técnica se apoia em duas plataformas principais. No segmento Entry, entra em cena a plataforma MMA, estreada pelo Mercedes-Benz CLA e preparada para receber tanto versões com motor a combustão quanto modelos 100% elétricos.

Para os segmentos acima, a escolhida será a plataforma MB.EA - que vai estrear com o novo GLC -, dedicada exclusivamente a veículos 100% elétricos. Já para os modelos com motores a combustão, a Mercedes-Benz seguirá utilizando a arquitetura atual MRA, que continuará passando por evoluções.

Metas de eletrificação e motores a combustão

No planejamento da Mercedes-Benz até 2027, está a meta de levar as vendas globais de modelos eletrificados (elétricos e híbridos plug-in) para acima de 30%.

Paralelamente, a empresa afirma que seguirá investindo em motores de combustão, com foco em elevar a eficiência e reduzir o impacto ambiental. A intenção, com isso, é conduzir uma transição mais equilibrada e alinhada ao que o mercado demanda.

Produção regional e fábricas flexíveis

A estratégia industrial também passa por adaptar a produção às necessidades de cada região, como forma de reduzir o efeito de tarifas e preservar a competitividade. Nos EUA, por exemplo, a unidade de Tuscaloosa continuará priorizando a fabricação de SUVs. Já na China, a produção local vai incluir versões específicas, como o GLE longo - ofertado exclusivamente naquele mercado.

Outro ponto destacado é o avanço das fábricas flexíveis. No caso do novo CLA, a mesma linha de montagem poderá produzir veículos com diferentes sistemas de propulsão, combinando opções a combustão e elétricas.

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