O Lexus RZ e o Toyota bZ4X são, hoje, duas das grandes apostas do Toyota Group. Desde as primeiras fases do projeto, a eficiência no consumo de energia foi colocada no centro das decisões - uma preocupação constante na criação de qualquer automóvel.
Quanto menor for o gasto energético, mais eficiente se torna um conjunto elétrico. E, a cada kWh economizado, a autonomia aumenta. Nesse tipo de “quebra-cabeça” de engenharia, podem surgir soluções diferentes - e foi exatamente isso que aconteceu aqui.
Entre as várias patentes registradas para esses modelos, uma delas envolve o aquecimento da cabine. Ela ajudou a reduzir o consumo, mas trouxe um efeito colateral importante: deixou de existir o tradicional compartimento do porta-luvas.
A Lexus batizou a tecnologia de Radiant Heating - ou, em tradução literal, “aquecimento radiante”. Na prática, é um novo sistema para aquecer o interior do carro usando painéis de infravermelho.
Consumo de energia e autonomia: a prioridade do Toyota Group
Em vez de depender apenas da climatização convencional (que costuma ser a solução mais comum, porém também a mais exigente em energia), a proposta é direcionar calor de forma mais eficiente para quem está no carro. Com isso, a sensação térmica desejada pode ser atingida com menos demanda do sistema.
Painel com aquecimento radiante: como funciona?
Os novos painéis foram instalados nas partes inferiores do painel. Mais precisamente, ficam abaixo da coluna de direção (lado do motorista) e na região onde antes havia o porta-luvas (lado do passageiro da frente).
Por serem painéis infravermelhos, eles conseguem aquecer rapidamente objetos sólidos próximos. Neste caso, o alvo principal são as pernas de quem viaja nos bancos dianteiros.
Como explicaram os engenheiros envolvidos no desenvolvimento, a sensação se aproxima muito da de usar um cobertor aquecido sobre as pernas. Segundo os responsáveis, a rapidez no aquecimento ajuda a fazer com que a cabine atinja a temperatura desejada quase de imediato.
Lexus RZ e Toyota bZ4X: segurança, sensor de toque e 8% menos consumo
Para reduzir riscos e evitar situações desagradáveis, o sistema também recebeu um sensor capaz de identificar qualquer toque do usuário. Se isso ocorrer, a temperatura dos painéis cai automaticamente para os 43 graus.
A solução (já presente no Lexus RZ e prevista para chegar em breve ao Toyota bZ4X) declara consumir 8% menos energia do que a climatização tradicional - normalmente a alternativa mais usada, mas também a que mais exige do ponto de vista energético.
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