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HMS Prince of Wales alcança Capacidade Operativa Plena com F-35B na Royal Navy

Dois caças F-35 sobre convés de porta-aviões com equipe naval em ação e navio ao fundo no mar.
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Capacidade Operativa Plena do HMS Prince of Wales com F-35B

Ao longo do dia de ontem, a Real Marinha britânica anunciou que o seu navio-capitânia, o HMS Prince of Wales, finalmente atingiu a Capacidade Operativa Plena juntamente com os seus caças furtivos F-35B, depois de concluir o primeiro de dois exercícios previstos para ocorrer no Mar Mediterrâneo sob comando da OTAN. O marco é relevante tanto para o próprio navio quanto para a Royal Navy como um todo, pois confirma que o Grupo de Ataque de Portaaviões está apto a integrar operações de primeira linha quando solicitado, ampliando a capacidade de projeção do Reino Unido.

Operação Highmast, retorno do Indo-Pacífico e o exercício Falcon Strike

Esse avanço acontece na fase final do desdobramento conhecido como Operação Highmast, no qual o HMS Prince of Wales e a sua escolta foram enviados ao Indo-Pacífico para realizar atividades de adestramento ao lado de diferentes parceiros regionais, em uma missão que se estendeu por vários meses. Já nos últimos dias, durante a viagem de retorno, o navio participou do exercício aeronaval Falcon Strike, operando em conjunto com plataformas da Grécia, Estados Unidos, França e Itália.

A atividade também se destacou por outro motivo: foi a ocasião em que o porta-aviões operou com o maior número de caças F-35 embarcados desde a sua entrada em serviço, reunindo 24 aeronaves a bordo.

Escolta reforçada e encontros de defesa em Nápoles

Vale ressaltar que, para esta edição do exercício, o Grupo de Ataque do Reino Unido recebeu o reforço da fragata italiana ITS Luigi Rizzo, pertencente à classe Carlo Bergamini (FREMM). A escolta já era composta pela fragata Tipo 23 HMS Richmond, pelo destróier Tipo 45 HMS Dauntless e pela fragata norueguesa HNoMS Roald Amundsen.

No caso do destróier britânico, a participação no treinamento foi apenas parcial, pois o navio operava em outras áreas do Mediterrâneo como parte do Grupo Marítimo Permanente 2 da OTAN (SMG2). A fragata Tipo 23, por sua vez, realizou escalas na Albânia para participar de reuniões na área de defesa e de visitas guiadas.

Além disso, após o encerramento do Falcon Strike, o porta-aviões seguiu para a costa da cidade de Nápoles para servir de palco a encontros entre autoridades britânicas de alto nível e seus homólogos italianos, com o objetivo de fortalecer os laços de defesa e segurança entre os dois aliados. Entre os nomes de maior destaque, estiveram a secretária de Assuntos Exteriores, Yvette Cooper, e o secretário de Defesa, John Healey. Foi este último quem confirmou que o HMS Prince of Wales já havia alcançado a Capacidade Operativa Plena.

Reunindo algumas de suas próprias declarações: “Este é um momento de orgulho para a Grã-Bretanha. O Reino Unido está reforçando a segurança europeia e cumprindo o nosso plano de priorizar a OTAN. Agradeço profundamente a profissionalidade e a dedicação de todos aqueles que trabalharam para alcançar este importante marco (…) Estamos em uma nova era de ameaças que exige uma nova era de defesa. Nossa força está no poderio militar e em alianças sólidas, por isso é apropriado comemorar este momento ao lado de um dos nossos aliados mais próximos na OTAN, a Itália. Seus F-35 têm operado a partir do porta-aviões para demonstrar a profunda colaboração entre as nossas forças armadas.”

Créditos das imagens: Royal Navy

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