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Donald Trump volta à China para encontrar Xi Jinping em 15 e 16 de maio, 9 anos após 2017

Dois líderes políticos apertam as mãos diante de bandeiras da China, com homens de terno ao fundo em tapete vermelho.

O presidente dos Estados Unidos vai voltar à China para se reunir com Xi Jinping, 9 anos depois da última passagem, em 2017. Em comparação com delegações como a do primeiro-ministro canadense ou a do chanceler alemão, Donald Trump optou por um grupo bem mais reduzido - sinal de um encontro em Pequim sob tensão comercial, ainda que Washington espere sair com contratos de grande porte.

Donald Trump volta à China em 15 e 16 de maio para encontrar Xi Jinping

Donald Trump viajará para a China nos dias 15 e 16 de maio, após meses de atraso em relação ao cronograma inicialmente previsto. Nove anos depois da visita de novembro de 2017, o presidente norte-americano fará, em seu segundo mandato, a primeira reunião em Pequim com Xi Jinping.

Segundo o que foi relatado, os adiamentos das últimas semanas se explicam, entre outros fatores, pelas tensões no Oriente Médio e por operações militares dos Estados Unidos realizadas em janeiro na Venezuela.

Convites de última hora e jantar de Estado

Com os preparativos finais em andamento, alguns líderes de empresas americanas receberam convites de última hora para integrar a comitiva presidencial. De acordo com duas fontes ouvidas pela Reuters nesta sexta-feira, 8 de maio, está programado um jantar de Estado com a presença de Xi Jinping.

As mesmas fontes apontaram que o envio tardio dos convites esteve ligado a um desacordo interno na Casa Branca sobre o tamanho da delegação e quais CEOs deveriam ser chamados.

Atualização em 11 de maio às 17 h 10

Atualização em 11 de maio às 17 h 10: segundo uma fonte entrevistada pela Reuters, a Casa Branca não convidou o chefe da Nvidia, Jensen Huang, para ir a Pequim durante a viagem de Donald Trump. A mesma fonte acrescentou que Washington estava colocando mais foco em agricultura e em temas de aviação comercial no desenho da delegação prevista de 14 a 15 de maio.

Além da Nvidia, Microsoft e AMD também não farão a viagem. Ainda assim, a delegação deve incluir Tim Cook, CEO da Apple, e Elon Musk, CEO da Tesla e da SpaceX.

Uma delegação menor do que em 2017

Ainda não se sabe quantos executivos embarcarão no Air Force One com destino a Pequim. Mas, segundo cinco fontes ouvidas pela Reuters, o grupo deverá ser ainda menor do que em 2017, quando Donald Trump levou 29 representantes.

Para efeito de comparação, a delegação mais recente do primeiro-ministro britânico Keir Starmer reuniu 60 empresários e figuras do meio cultural em janeiro. Um mês depois, o chanceler alemão Friedrich Merz viajou com 29 nomes de peso da indústria.

Mesmo com um contingente reduzido, a lista preparada pela Casa Branca incluiria alguns nomes já esperados. O principal - e provavelmente o mais estratégico para esta visita de Estado - seria o CEO da Boeing. A fabricante americana deve se encontrar com Xi Jinping para fechar uma encomenda gigantesca de 500 aeronaves do tipo 737 MAX, além de uma dezena de aviões de grande porte. A China nunca comprou tantos aviões dos Estados Unidos… desde 2017.

Expectativas limitadas

Além disso, o CEO da Nvidia, Jensen Huang, poderia aparecer na lista. Em entrevista à CNBC na terça-feira, ele afirmou que participaria da viagem “se fosse convidado”. O peso de sua presença seria menor porque os esforços da companhia para vender chips na China foram bloqueados.

No início de maio, o executivo chamou atenção ao dizer que a participação de mercado na China estava próxima de 0 %, embora, em dezembro de 2025, Donald Trump tivesse autorizado a venda do poderoso H200 a Pequim em troca de uma taxa de exportação de 25 % destinada ao Tesouro americano.

Essas expectativas comerciais limitadas entre Washington e Pequim ajudam a entender por que a delegação de Donald Trump na China tende a ser enxuta. Além do chefe da Boeing e da possível presença do chefe da Nvidia, as fontes ouvidas pela Reuters indicam que devem estar no grupo Tim Cook, o CEO da Apple (até 1er septembre), o CEO da Qualcomm (para quem a China é o principal mercado), além de representantes da Citigroup e da Semafor.

Em 2017, entre os 29 executivos de empresas americanas, cerca de dez eram do setor de gás e energia.


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