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EDP Renewables (EDPR) lucra €70 milhões no 1º trimestre de 2026 e eleva EBITDA a €488 milhões

Mulher sorridente com tablet mostrando gráfico, atrás painéis solares e turbinas eólicas ao pôr do sol.

A EDP Renewables (EDPR) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro de €70 milhões, o que representa alta de 36% ante os €52 milhões apurados no mesmo intervalo do ano anterior, segundo comunicado divulgado nesta quarta-feira e enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Para a companhia, o lucro líquido reportado de janeiro a março reflete o "sólido desempenho operacional e resiliência financeira compensado pelo aumento dos interesses não controláveis e efeito cambial".

Resultados do 1º trimestre de 2026 da EDP Renewables (EDPR)

No recorte de janeiro a março, o resultado líquido recorrente chegou a €71 milhões, um avanço de 9% frente aos €66 milhões do primeiro trimestre do ano passado. A EDPR apontou ainda um impacto não recorrente de €1 milhão em prejuízos no período (contra perdas de €13 milhões no primeiro trimestre de 2025), associado à depreciação acelerada do projeto de eólica no mar em repotenciação nos EUA (Meadow Lake IV), cuja construção começou neste trimestre.

Sem "ganhos materiais" oriundos da rotação de ativos - ganhos que ficaram limitados a €5 milhões -, o resultado líquido recorrente foi descrito como sustentado pela expansão nos Estados Unidos (1 GW) e por uma operação eficiente.

Em entrevista ao Expresso, o presidente executivo, Miguel Stilwell de Andrade, afirmou: “Tivemosum bom primeiro trimestre este ano. Acrescentámos 2 gigawattsde potência instalada, com novas adições feitas nos últimos 12 meses”, e destacou o recente aumento de capital de €47 milhões, motivado pela remuneração aos acionistas. “T odos os anos fazemos istoe tem a vercom os dividendosdaEDPR. Em vez de pagar dinheiro, damos a opção e os acionistas podem escolherreceberações, o que amaioria prefere, incluindo a própria EDP. Desta forma, a EDPR fica capitalizadae consegue ter mais capacidade de investimento,na prática”, disse o CEO.

EBITDA, investimento e dívida

O EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) somou €488 milhões, alta de 2% na comparação com os €476 milhões do primeiro trimestre de 2025. Já o EBITDA recorrente também cresceu 2% em base anual, alcançando €489 milhões no primeiro trimestre de 2026 - “ou +10% excluindo o efeito cambial (principalmente devido ao aumento de 11% em termos homólogos de depreciação do dólar face ao euro)”. Desse total, a maior parcela por geografia veio da América do Norte, com €286 milhões, seguida pela Europa (€145 milhões) e pelo resto do mundo (€58 milhões).

O investimento bruto atingiu €341 milhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 47% em relação aos €609 milhões do mesmo período do ano anterior. A EDPR concentrou a maior parte dos aportes na América do Norte (58%), com a Europa (32%) na sequência. Ao fim do trimestre, a dívida líquida totalizou €8,4 mil milhões, aumento de €300 milhões frente a dezembro de 2025.

Capacidade, geração, vendas e preços de energia

Considerando os últimos 12 meses, a EDPR informou uma elevação de capacidade bruta de 2048 MW e uma operação de rotação de ativos de 900 MW, resultando em acréscimo de 1,2 GW na capacidade instalada, que passou a 20,5 GW (crescimento anual de +9% na capacidade média). Desse total, 53% está na América do Norte, 33% na Europa, e o restante se distribui entre América do Sul e Ásia-Pacífico.

Pela ótica tecnológica, 64% do portfólio corresponde a eólica em terra, 25% a energia solar centralizada, e o restante se divide entre energia solar distribuída, eólica no mar e baterias.

As vendas de eletricidade recuaram 5% na comparação anual, para €591 milhões. Já a geração de energia aumentou 400 GWh ante o mesmo período do ano anterior, atingindo 11,3 TWh (59% na América do Norte e 29% na Europa), com recursos renováveis em linha com a média de longo prazo.

O preço médio de venda da eletricidade produzida caiu 9% em base anual (ou -3% sem o efeito cambial), para €52/MWh, “impactado por preços estáveis na América do Norte e preços mais baixos na Europa”.

Custos operacionais, resultado financeiro e interesses não controláveis

Os custos operacionais recorrentes diminuíram 11% na comparação anual, refletindo a execução de diferentes iniciativas de eficiência. O resultado financeiro caiu 10%, para €113 milhões no primeiro trimestre deste ano, apoiado por um custo médio da dívida menor, além da queda de 7% na dívida líquida média e da redução do montante de juros capitalizados após a diminuição de ativos fixos em curso. Por fim, os interesses não controláveis avançaram 54% em base anual, para €36 milhões, em função de duas transações de participações minoritárias nos EUA.

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