Na edição do centenário das 24 Horas de Le Mans, a Ferrari voltou a colocar o seu nome no topo da endurance mundial. Em uma prova marcada por tensão até o fim, a equipe italiana venceu em La Sarthe e somou a sua décima conquista na corrida mais famosa do calendário.
O feito ganha ainda mais peso por acontecer após meio século longe dessa modalidade. Depois das vitórias em 1949, 1954, 1958 e no ciclo dominante de 1960 a 1965, a Ferrari volta a escrever mais um capítulo nessa história.
Com o número 51, o Ferrari 499P pilotado por Alessandro Pier Guidi, James Calado e Antonio Giovinazzi completou um total de 342 voltas ao circuito francês.
Já o segundo carro da Ferrari AF Corse, com o número 50 e conduzido por Antonio Fuoco, Miguel Molina e Nicklas Nielsen, terminou na quinta posição da tabela, depois de ter garantido a Pole Position.
Com a vitória e o quinto lugar, a Ferrari segue na segunda colocação do WEC (FIA World Endurance Championship), a apenas 19 pontos da Toyota.
A marca japonesa não ficou muito distante, ao assegurar o segundo lugar do pódio com o Toyota GR010 Hybrid #8, pilotado por Sebastien Buemi, Brendon Hartley e Ryo Hirakawa.
A terceira posição ficou com a Cadillac Racing, com os pilotos Earl Bamber, Alex Lynn e Richard Westbrook.
Portugueses em pista
O Porsche 963 da Hertz Team Jota tinha António Félix da Costa no trio de pilotos e chegou a liderar a prova. Porém, um dos companheiros, o chinês Yifei Ye, saiu da pista e acabou por comprometer as chances de um resultado melhor.
O outro português na corrida, Filipe Albuquerque, já é presença constante e, neste ano, foi um dos pilotos da United Autosports. Ainda assim - e também por conta de um acidente - o carro #22 não conseguiu brigar pela vitória na sua categoria (LMP2).
Centenário em grande
Além de todas as celebrações preparadas para a edição centenária das 24 horas de Le Mans, o clima também teve papel decisivo. Logo nas primeiras horas, caiu chuva intensa e ocorreram vários acidentes, «embaralhando» as posições e o trabalho das equipas.
E, de certa forma, a atuação das equipas - a fazerem o máximo para manter os carros na pista - só acrescentou ainda mais carisma à corrida. Em outras palavras, uma edição cheia de emoção, à altura do centenário daquela que é considerada a prova de 24 horas mais conhecida do planeta.
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