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Alexandre Frota enfrenta problemas no RV-10 PT-ZRQ no “Frotas pelo Mundo” durante volta ao mundo em cerca de 6 meses

Homem com óculos escuros faz checagem em checklist ao lado de pequeno avião branco no aeroporto.

Depois de fazer uma pausa de alguns dias para visitar a família em Portugal - período em que também aproveitou para cumprir uma revisão de manutenção programada no seu monomotor experimental RV-10, matrícula PT-ZRQ - o empresário e piloto brasileiro Alexandre Frota, conhecido como Alex Bacana, passou por uma sequência de contratempos na missão “Frotas pelo Mundo”, com a qual pretende dar a volta ao mundo em aproximadamente 6 meses.

Da saída de Fortaleza à escala em Cascais

A jornada começou em meados de março, quando Frota decolou de Fortaleza. A partir daí, ele percorreu o Caribe, seguiu pelo leste dos Estados Unidos e do Canadá, avançou para a Groenlândia e a Islândia, atravessou o Atlântico Norte, passou pelo Reino Unido e chegou ao oeste da Europa, até parar em Cascais, em Portugal.

Nessa etapa, ele já havia enfrentado imprevistos, desafios e momentos de aventura - com maior intensidade no Caribe e no frio extremo do norte. Ainda assim, foi depois da parada em Portugal que surgiram, até aqui, as falhas técnicas mais preocupantes da viagem.

Problemas técnicos no RV-10 PT-ZRQ no Mediterrâneo

Após voar sobre o Mediterrâneo e pousar em Melilla - território espanhol no norte do Marrocos - Alex percebeu um vazamento no tanque da asa direita. A causa foi a pressão provocada por uma bomba de combustível que acabou permanecendo ligada sem querer.

Para complicar, o aeroporto local não dispõe do tipo de combustível utilizado no RV-10. Assim que estacionou no pátio e confirmou o vazamento, o piloto escoou todo o combustível da asa direita e o guardou em galões, evitando desperdício.

Depois de alinhar a situação com os técnicos que dão suporte ao projeto, Frota corrigiu os furos que apareceram na asa, recolocou o combustível na aeronave e decolou rumo a Almería, no sul da Espanha. Ao chegar e verificar que os reparos estavam estanques, ele prosseguiu para Menorca, no arquipélago espanhol das Ilhas Baleares.

Ainda nessa travessia a partir de Melilla pelo Mediterrâneo, houve outro incidente, porém menos grave: uma das polainas (carenagens) do trem de pouso principal - que desde o início da volta ao mundo vinha apresentando recorrente afrouxamento de um parafuso e que havia sido reparada em Cascais - acabou se quebrando durante um pouso.

Mesmo assim, por ser uma peça de função estética e aerodinâmica, Alexandre conseguiu removê-la e continuar voando sem ela até a próxima parada prevista para manutenção. O efeito prático de voar sem a polaina é apenas uma pequena perda de desempenho, já que o arrasto fica um pouco maior.

Burocracias em Palermo e Atenas

Superadas as questões técnicas da aeronave, Bacana ainda precisou enfrentar entraves burocráticos em dois aeroportos.

Primeiro, ao chegar a Palermo, no sul da Itália, ele se deparou com o fato de que a coordenação entre sua equipe de apoio e o aeroporto ainda não estava finalizada, o que fez com que o pouso não estivesse autorizado no aeroclube local. A situação piorou porque o responsável pelo local foi extremamente grosseiro e exigiu que ele decolasse o quanto antes para deixar o aeroporto.

Diante do cenário, Alexandre e sua equipe agilizaram a coordenação de um voo para outro aeroporto próximo, solucionando o imprevisto.

Em seguida, ao voar para Atenas, na Grécia, o pedido para permanecer 3 dias foi negado, sendo convertido em apenas uma noite de autorização para deixar o avião estacionado no aeroporto. Com isso, o brasileiro teve de correr contra o relógio para, em apenas metade de uma tarde, visitar e mostrar ao público o famoso Partenon.

Na manhã seguinte (hoje), bem cedo, Frota foi ao aeroporto para assegurar a decolagem antes do meio-dia; caso extrapolasse o horário permitido, estaria sujeito a multa por ultrapassar o tempo de permanência autorizado. Paralelamente, sua equipe de apoio conseguiu coordenar o deslocamento do RV-10 para Heraklion, na Ilha de Creta, onde o piloto chegou e ficará pelos dois dias que não pôde permanecer em Atenas.

Tudo isso foi relatado por ele nos Stories do Instagram “Frotas pelo Mundo”, disponíveis nos Destaques do perfil.

Nos quatro vídeos a seguir, veja algumas imagens publicadas por Alexandre Frota durante as paradas em Melilla, Menorca, Palermo e Atenas:

  • (Vídeo do Instagram incorporado - Melilla)
  • (Vídeo do Instagram incorporado - Menorca)
  • (Vídeo do Instagram incorporado - Palermo)
  • (Vídeo do Instagram incorporado - Atenas)

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