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Plano “Mastering Transformation” da Mercedes-Benz acelera renovação da gama até 2028

SUV Mercedes-Benz G-Class prata exibido em ambiente interno moderno com placa frontal indicando modelo BABY-G EV.

A Mercedes-Benz colocou em marcha o “Mastering Transformation”, um plano que tende a figurar entre os mais ousados já anunciados pela marca. A proposta combina uma reestruturação quase completa da linha de produtos com uma atualização profunda do pacote tecnológico.

Ola Källenius, CEO da Mercedes-Benz, já havia antecipado esse movimento recentemente, ao prometer “dúzias” de lançamentos e reestilizações nos próximos anos - 17 elétricos e 19 a combustão ou híbridos -, com estreias começando ainda neste ano e se estendendo até o fim de 2027 ou o começo de 2028.

Um G mais pequeno

Uma das revelações mais curiosas envolve o Classe G. Mais do que um único carro, a família G é tratada pela Mercedes-Benz como uma submarca e, por isso, a expectativa é de expansão além do Classe G que conhecemos hoje - incluindo não apenas o modelo de produção, mas também edições especiais (Landaulet, 4×42 etc.) e até projetos one-off, encarados como verdadeiras obras de arte.

Nesse contexto, o planejamento prevê a chegada de um “baby-G”, identificado de forma direta como “g”.

Não é erro: para nomear esse novo integrante, a marca usou somente um “g” minúsculo, possivelmente em referência ao porte menor. Ainda assim, a proposta é seguir a mesma lógica do “irmão” maior, com foco em robustez acima da média e a continuidade de uma história que começou em 1979.

Por enquanto, não há informações confirmadas sobre esse “g” compacto. Os rumores mais recentes apontam para um posicionamento exclusivamente elétrico, com a possibilidade de utilizar a nova plataforma MB.EA - arquitetura que deve estrear com o inédito GLC 100% elétrico.

Muitos mais Mercedes para conhecer

Entre as “dúzias” de modelos prometidos, o primeiro a chegar às ruas será o novo Mercedes-Benz CLA. Ele deve ser apresentado já nas próximas semanas, com versões a combustão e também 100% elétricas.

O CLA fará o papel de marco inicial de uma nova fase tecnológica, baseada em arquitetura de 800 V (com carregamentos ultrarrápidos) e em patamares mais altos de eficiência.

Na prática, isso significa autonomias acima de 750 km e consumo por volta de 12 kWh/100 km. Além disso, será também com o novo CLA que veremos uma versão totalmente nova do MB.OS (sistema operacional).

Usando a mesma plataforma MMA do CLA, está prevista para o fim deste ano - ou início do próximo - uma nova geração do GLB, igualmente com opções 100% elétricas e a combustão com sistema mild-hybrid.

Ainda em 2026, a outra grande estreia apontada é um inédito Mercedes-Benz GLC 100% elétrico, que dará sequência às soluções tecnológicas introduzidas pelo CLA. A diferença central está na base: o GLC elétrico será o primeiro modelo a adotar a arquitetura MB.EA. Depois dele, o GLE também passará por renovação.

O porta-estandarte da Mercedes-Benz

Se existe um carro que tradicionalmente concentra a imagem da Mercedes-Benz e serve como vitrine de novas tecnologias, ele é o Classe S. E, em 2026, a marca também vai revelar um Classe S amplamente atualizado.

A mudança inclui a aparência, que aparenta buscar inspiração em elementos de outras épocas - veja na galeria acima - e, como era de se esperar, um salto na tecnologia embarcada.

De acordo com Källenius, não faria sentido disponibilizar um “novo mundo” tecnológico apenas nas versões 100% elétricas e deixar os modelos com motor a combustão de lado. Por isso, muitas das soluções dos elétricos devem ser adaptadas e incorporadas em produtos a combustão, como o próprio Classe S.

Quanto às motorizações, o novo Mercedes-Benz Classe S seguirá com alternativas a Diesel, a gasolina (incluindo motores V8 e V12) e manterá uma aposta forte em sistemas híbridos.

No segmento imediatamente abaixo, a marca pretende “aposentar” o atual EQE, que deverá dar lugar a um Mercedes-Benz Classe E 100% elétrico em 2027.

Como já noticiamos, a linguagem visual dos modelos elétricos e a combustão da fabricante alemã tende a convergir; assim, a expectativa é de um Classe E elétrico com traços mais formais e próximos dos do Classe E a combustão.

A intenção é que um Classe E seja um Classe E, independentemente do tipo de propulsão, mantendo o mesmo espaço interno, o mesmo nível de conforto e a mesma imagem. E, naturalmente, com todas as novidades da Mercedes em tecnologia - incluindo os sistemas ADAS, os avanços em condução autônoma e o novo sistema operacional MB.OS coordenando tudo isso.

A AMG também não ficou de fora e promete diversas novidades. Em breve, vamos publicar um artigo específico.

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