O Dacia Spring virou um verdadeiro caso de sucesso. Desde o lançamento, em 2021, já ultrapassou a marca de 140 000 unidades vendidas e, ano após ano, vem figurando entre os elétricos 100% preferidos de clientes pessoa física na Europa.
Nesse caminho, o modelo passou por diversas evoluções. A mais relevante tinha acontecido no ano passado, quando adotou a nova identidade visual da Dacia e também recebeu uma motorização mais forte.
Agora, pouco mais de um ano depois, o Spring acaba de enfrentar a maior transformação até aqui - e fomos conferir de perto, em primeira mão, tudo o que foi alterado.
Mostramos tudo neste vídeo:
Mais robusto e mais moderno
Por fora, as mudanças saltam aos olhos. O novo Spring estreia uma dianteira completamente redesenhada, com uma nova assinatura luminosa (luzes diurnas em LED) que remete ao “irmão” Duster, além do (ainda) novo logotipo da marca romena, bem destacado no centro.
Na traseira, a remodelação também foi ampla: há novos para-choques e novas lanternas, agora mais angulares e conectadas por uma barra preta que incorpora o nome da marca escrito por extenso.
Visto de lado, chamam atenção os novos painéis das portas e as proteções dos arcos das rodas e das laterais. Ainda assim, é fácil perceber que itens como as maçanetas e os vidros são os mesmos que já conhecíamos.
O ponto indiscutível é que esse conjunto de alterações deixou o Spring com um visual mais parrudo e uma identidade bem mais marcante.
Revolução a bordo
No interior, dá para dizer que o salto foi ainda maior. A Dacia aplicou no Spring um painel totalmente novo, alinhado com a mais recente linguagem de design da marca.
O quadro de instrumentos passa a ser digital, com 7″, e vem de série. No centro do painel, há uma tela multimídia de 10” com integração sem fio com smartphone via Android Auto e Apple CarPlay.
Junto disso, a Dacia reforçou de forma significativa a segurança a bordo do Spring. Aliás, esse foi um dos principais motivos para uma mudança tão profunda em tão poucos anos, de modo a atender às novas exigências da União Europeia.
Por isso, o Spring passa a sair de fábrica com sistemas de assistência ao motorista (ADAS): do sistema de frenagem de emergência ao reconhecimento de placas com alerta de velocidade, além do alerta de saída de faixa, assistente de permanência em faixa e o detector de atenção do condutor.
Espaço e versatilidade
Mesmo sendo compacto (apenas 3,70 m de comprimento), o Spring segue oferecendo um bom volume de porta-objetos - que, segundo a Dacia, é referência dentro da categoria.
O porta-malas, por exemplo, agora entrega 308 l de capacidade - antes eram 270 l - e, com o banco traseiro rebatido, esse volume aumenta para 1004 litros.
Além disso, o Spring passa a contar com um compartimento de armazenamento opcional sob o capô dianteiro, que adiciona 35 l de espaço. Somam-se a isso mais 33 l dentro da cabine, distribuídos nas laterais das portas e no porta-luvas.
Vai mais longe?
Se a Dacia decidiu mudar radicalmente o visual externo e o ambiente interno do Spring, na parte mecânica a abordagem foi bem mais conservadora - e praticamente nada foi alterado.
Na prática, o novo Dacia Spring continua disponível em duas configurações. A versão de entrada traz um motor elétrico de 33 kW (45 cv) e 125 Nm, enquanto a opção topo de linha usa um motor elétrico que entrega 48 kW (65 cv) e 113 Nm.
"O motor de 48 kW (65 cv) está disponível nos níveis Expression e Extreme. Já o de 33 kW (45 cv) surge associado aos níveis Essential e Expression."
Na opção menos potente, o Spring leva 19,1s para fazer o tradicional sprint de 0 a 100 km/h, e a velocidade máxima é limitada a 125 km/h. Na configuração mais forte, a velocidade máxima permanece a mesma, mas o 0 a 100 km/h fica bem mais rápido: 13,7s.
Até 220 km de autonomia
O que não muda entre as duas versões é a bateria de 26,8 kWh de capacidade útil (sem alterações), instalada sob os bancos traseiros. Em qualquer uma das configurações, ela assegura autonomia de até 220 quilômetros.
Pode não parecer muito, mas, segundo dados de uso coletados pela própria Dacia (a partir dos computadores de bordo), proprietários do Spring rodam, em média, apenas 37 km por dia, a uma velocidade média de 37 km/h. Em 75% dos casos, as recargas são feitas em casa.
Além disso, o Spring passa a oferecer um sistema de frenagem regenerativa que pode ser acionado pelo modo B do seletor, o que, em teoria, deve ajudar a controlar o consumo: a marca anuncia médias abaixo de 14,6 kWh/100 km.
E os carregamentos?
Nos carregamentos, não há mudanças para registrar. De série, o Spring vem com carregador de corrente alternada (AC) com suporte a até 7 kW (20%–100% em quatro horas; em uma tomada residencial, são necessárias cerca de 11 horas).
Como opcional, é possível adicionar um carregador de corrente contínua (DC) que permite potência de até 30 kW. Nesse ritmo, bastam 45 minutos para recarregar de 20% até 80%.
Outra novidade deste novo Spring é a recarga bidirecional, viabilizada pela função V2L, ou vehicle-to-load. Em outras palavras, dá para instalar um adaptador na porta de carga do Spring para alimentar pequenos aparelhos eletrônicos, como uma máquina de café.
Preços vão descer
Os pedidos do novo Dacia Spring serão abertos ao público na primavera de 2024, e as primeiras unidades devem chegar a Portugal apenas no verão.
Sobre os preços, eles ainda não foram divulgados, mas tudo indica que vão ficar mais baixos. Hoje, vale lembrar, o Spring é vendido a partir de 20 400 euros.
E também não dá para ignorar que, quando ele chegar, já terá a companhia do Citroën ë-C3, uma proposta de um segmento acima, com preços a partir de 23 300 euros e a promessa de uma versão encostando nos 20 mil euros no próximo ano:
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário