- Adicione-nos aos favoritos
Por que nos adicionar? Receba as últimas atualizações da Zona Militar no seu feed do Google.
Contexto do acidente com o B-52 na Base Aérea de Edwards
Poucos dias após vir a público o acidente fatal envolvendo um bombardeiro estratégico B-52 da Força Aérea dos EUA (USAF) - que resultou na morte de oito tripulantes - foi confirmado que a ocorrência se deu durante uma missão de testes. O objetivo da atividade era checar o funcionamento de uma aeronave que vinha passando por um processo de modernização.
De acordo com a imprensa local, o B-52 que caiu nas proximidades da Base Aérea de Edwards participava das avaliações de um novo radar avançado, considerado uma das principais apostas do programa voltado a manter a plataforma operacional no futuro.
Radar AESA APQ-188 no B-52: atrasos, custos e entraves com a Boeing
Conforme relatado pela Air & Space Forces Magazine, o acidente se soma a uma sequência prolongada de dificuldades enfrentadas pela USAF junto à Boeing para integrar o novo radar AESA APQ-188 ao projeto dos bombardeiros B-52. Isso se traduziu em atrasos em relação aos cronogramas originalmente definidos e em aumentos expressivos dos custos associados.
Em termos específicos, vale lembrar que esse quadro já levou a uma notificação ao Congresso, tanto por ultrapassar os limites orçamentários previstos quanto por adiar em cerca de três anos o prazo para alcançar a capacidade operacional inicial.
O mesmo veículo consultou fontes militares da USAF na própria Base Aérea de Edwards para obter mais informações sobre como o acidente recente poderia influenciar os planos, e se a aeronave envolvida era a mesma que havia chegado ao local no mês de dezembro. Ainda assim, não houve uma resposta detalhada.
Diante disso, surgiram diversos questionamentos sobre a viabilidade do programa de modernização, especialmente porque, com o passar do tempo, a Força Aérea dos EUA vem encontrando dificuldades crescentes para obter as peças de reposição necessárias para manter a frota de B-52 em operação - havendo registros de que muitos componentes já não são mais fabricados.
Outras mudanças necessárias e o motor F-130 da Rolls Royce
Analistas nos EUA parecem compartilhar as dúvidas sobre esse cenário, considerando que ele leva à “canibalização” de aeronaves e também à necessidade de mudanças no B-52 que vão além da simples instalação de um novo radar.
Nesse contexto, a Rolls Royce vem trabalhando no novo motor F-130, o qual a empresa afirma que reduziria a carga de manutenção associada à frota de bombardeiros estratégicos dos EUA. No fim de fevereiro, a companhia informou que seu modelo conseguiu superar testes de altitude no Complexo de Desenvolvimento de Engenharia Arnold (AEDC), enquanto em maio foi concluída a revisão crítica de projeto.
Estudos para um futuro substituto pesado do B-52
Por fim, enquanto persistem as incertezas sobre a continuidade do programa, também é importante mencionar que a USAF já iniciou estudos preliminares para desenvolver um novo bombardeiro pesado que, no futuro, venha a substituir os B-52.
Como noticiado por nós em maio, a instituição revelou que, durante o próximo ano fiscal, serão iniciadas atividades de planejamento de uma “Análise de Alternativas”, na qual deverão ser definidos parâmetros-chave de desempenho, atributos do sistema e outras capacidades exigidas da plataforma.
Imagens usadas apenas para fins ilustrativos
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário