Este conteúdo integra o Especial Novidades 2023. São mais de 100 lançamentos para conhecer, com apoio do Millennium bcp.
Desde que foi comprada pela cada vez mais dominante Geely, em 2017, a Lotus começou a seguir um rumo completamente diferente daquele que, até pouco tempo atrás, parecia definir a marca.
Instalada em Hethel (Reino Unido), a Lotus dá sinais de deixar para trás uma trajetória marcada por esportivos puros, leves e a combustão, e avança rapidamente para um futuro formado, em sua maioria, por SUVs e sedãs, exclusivamente elétricos… e bem mais pesados.
Simplifique e, então, adicione… baterias!?
Calma… a Lotus não vai abandonar os esportivos. Eles continuam existindo - só que agora também serão movidos a bateria. O primeiro dessa nova fase, aliás, já foi apresentado em 2019: o Evija, um hipercarro elétrico com produção limitada a somente 130 unidades.
A máxima sagrada da Lotus, dita por seu fundador Colin Chapman - “Simplifique e, depois, adicione leveza” - encontra, nessa mudança estrutural da marca, o seu maior teste.
A virada é, literalmente, radical. Em um momento exaltamos um Elise com menos de 1000 kg e 240 cv; no outro, a notícia é um Evija elétrico com 2000 cv e 1680 kg - números que parecem exagerados, ainda mais para um Lotus.
Eletre, um Lotus como nenhum outro
Para “colocar sal na ferida”, o desenvolvimento elétrico mais recente da Lotus foi um… choque, especialmente para os fãs mais apaixonados. Isso porque a marca revelou o Eletre, um SUV 100% elétrico inédito, de dimensões muito generosas e que, mesmo sem todos os dados confirmados, deverá ser o primeiro Lotus a passar de duas toneladas(!).
Só a bateria de 112 kWh pesa mais do que um Lotus Seven (o precursor do Caterham Super Seven).
Apresentado no ano passado, o Eletre promete um patamar de tecnologia, espaço e praticidade que nunca foi visto em um Lotus. Por enquanto, são conhecidas três versões - Eletre, Eletre S e Eletre R -, com potências que começam em 450 kW (612 cv) e chegam aos impressionantes 675 kW (918 cv) do R. Já a autonomia varia, respectivamente, entre 600 km e 489 km.
O Lotus Eletre chega ao mercado neste ano e você pode conhecê-lo com mais detalhes no artigo abaixo:
«Coração» alemão para Lotus Emira
Se o Eletre tende a ser o grande destaque da Lotus em 2023, ainda há espaço para novidades… a combustão. Mesmo britânica e hoje sob controle chinês, a marca tem no Emira o seu último esportivo com motor a combustão. Lançado no ano passado com «coração» japonês (V6 da Toyota), ele passa a adotar em 2023 um novo «coração» alemão.
E ele vem de uma “casa” de respeito: a AMG. Não será um daqueles estrondosos V8 biturbo made in Affalterbach, mas sim o M 139, o quatro cilindros mais potente do mundo. Com o mesmo motor presente em modelos como o A 45 ou o novo C 63, o Emira chega no segundo trimestre de 2023.
No Lotus Emira, o refinado 2.0 turbo entrega 365 cv e será combinado, exclusivamente, a um câmbio de dupla embreagem com oito marchas.
Mesmo com 40 cv a menos do que o V6 Supercharged, o fato de ser mais leve e contar com a transmissão que tem permite ao quatro cilindros igualar o V6 no 0-100 km/h, com 4,2s (provisório, aguardando certificação). A velocidade máxima fica um pouco abaixo - 283 km/h contra 290 km/h -, mas a promessa é de consumo e emissões significativamente menores.
Apesar dos planos de eletrificação total da Lotus sob a Geely, o Emira, por ser um projeto ainda muito recente, deve seguir no portfólio até o fim desta década (pelo menos). Porém, dentro de 2-3 anos, ele deverá ganhar a companhia de outro cupê esportivo - este, sim, 100% elétrico.
No fim de tudo isso, o que vai restar da Lotus que a gente conhecia?
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