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Audi e-tron GT vs Porsche Taycan: expectativas antes do teste

Dois carros elétricos esportivos em exposição: Audi E-Tron GT cinza e Porsche Taycan branco em ambiente moderno.

A Audi e-tron GT é uma prima bem próxima da Porsche Taycan. Mesmo com preços muito parecidos, ela tenta equilibrar o fato de ter um emblema menos “badalado” entregando mais pelo mesmo dinheiro. Forte na estrada, a e-tron GT também aposta em um visual bem marcado. Veja o que esperamos antes do teste.

Ela pode não carregar o mesmo prestígio da Taycan, mas aparece na vitrine com valores quase equivalentes. A Audi e-tron GT aproveita sem cerimónia a base técnica da Porsche citada, só que sem o logótipo mais desejado. Numa categoria em que a imagem da marca pesa muito, como é que ela pretende conquistar o público? A resposta é simples: oferecer mais por um preço semelhante. Com a técnica actualizada, será que a nova S e-tron GT consegue ganhar a nossa preferência?

Um visual de superesportiva que não passa despercebido

A e-tron GT é tudo menos feia. Sinceramente, é provavelmente o carro mais sexy que já tivemos nas mãos. O conjunto tem um ar extremamente agressivo, com a linha do tejadilho bem caída, comprimento a roçar os cinco metros, altura bastante baixa e um capô muito inclinado. Em resumo, é o oposto de um SUV com desenho genérico. Mas esse estilo é diferente o suficiente da Porsche Taycan?

As semelhanças aparecem sobretudo na traseira: nos dois casos há uma faixa luminosa e “ombros” bem musculosos. Ainda assim, o restante do desenho separa melhor as duas propostas. A nossa inclinação continua a ser pela Porsche, com um traço mais fluido e elegante. Já a Audi adopta uma atitude mais ameaçadora, quase a “mostrar os dentes”. Isso também se reflecte no habitáculo, onde a e-tron GT dá prioridade à esportividade em vez de focar na sensação de modernidade.

Menos ecrãs, mais sensações: a aposta ousada da Audi

Por dentro, a abordagem muda completamente. Se a Taycan impressiona ao levar até quatro ecrãs para o interior, a e-tron GT segue um caminho mais contido, com dois mostradores de dimensões relativamente modestas. O painel de instrumentos digital de 12,3 polegadas permite várias configurações, mas faria sentido ver gráficos mais arrojados, já que o visual é muito parecido com o de outros modelos da Audi.

O ecrã central, por sua vez, chama atenção hoje pelo tamanho reduzido: apenas 10,1 polegadas. A interface também envelheceu ao reutilizar a arquitectura de software da geração anterior. O resultado é um sistema claramente menos configurável e, além disso, bem menos fluido do que o que se vê actualmente. Pelo menos há um ponto positivo: o comando da ventilação continua totalmente físico.

680 ch e 18 minutos de recarga: os números que impressionam

Por que dizer “ainda actual”? A Audi e-tron GT não é um lançamento recente: ela chegou em 2021 e recebeu um restyling rápido em 2024. Ou seja, é uma “veterana” que continua em grande forma na parte técnica. A plataforma de 800 V - uma das primeiras do Grupo Volkswagen - ainda garante recargas muito eficientes, com pico de 270 kW em corrente contínua (DC). Não é recorde, mas é um valor forte.

O 10 a 80 % é anunciado em 18 minutos cravados. Em autonomia, o restyling trouxe uma bateria maior, de 105 kWh. Assim, o alcance passa dos 600 km, o que facilita ainda mais as viagens longas. A versão que conduzimos é a S e-tron GT, com 680 ch no modo Boost - mais do que a antiga RS e-tron GT. Hoje, porém, a RS dá o troco ao subir para 925 ch.

Frente à Porsche Taycan: o “assalto” do equipamento

Naturalmente, todo esse arsenal não sai barato. A 119 000 €, a Audi e-tron GT é cara - mais cara até do que a Porsche Taycan, que parte de 106 500 €. Mas há um motivo claro: a esportiva das quatro argolas entrega de série 503 ch e tração integral, enquanto a de Stuttgart fica em 408 ch com tração traseira. Para igualar a configuração Quattro da Audi, é preciso ir de Taycan 4S, que já sobe de forma perceptível para 125 800 €.

Quando se olha para a lista de equipamentos, a vantagem da Audi aumenta ainda mais. Ela inclui ar-condicionado de três zonas, sistema de som Bang & Olufsen com 16 altifalantes, suspensão pneumática, faróis Matrix LED, jantes de 20 polegadas, tecto panorâmico, bancos dianteiros ventilados, entre outros itens. Na Porsche, várias dessas “mordomias” custam caro à parte. Isso basta para nos fazer querer assinar? A nossa resposta vem neste domingo, no teste completo.

E você: estaria disposto a abrir mão do emblema prestigiado da Porsche para levar uma Audi bem mais forte e muito mais equipada? Deixe a sua opinião nos comentários!

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