O Maserati Grecale, o segundo SUV da história da marca italiana, enfim foi revelado.
Abaixo do Levante na gama, este utilitário esportivo tem tudo para se tornar o Maserati de maior volume de vendas de todos os tempos.
Na prática, o Grecale também vira a nova porta de entrada para a Maserati, assumindo o papel que hoje é do sedã Ghibli - cuja aposentadoria não deve demorar, já que não há um sucessor direto previsto.
Anti-Macan
Ao cair um segmento em relação ao Levante, o Maserati Grecale passa a encarar um grupo diferente de adversários.
Talvez o concorrente mais simbólico - e mais alinhado às ambições da Maserati para o Grecale - seja o Porsche Macan. O SUV alemão costuma ser, com frequência, o Porsche mais vendido e, mesmo com a geração atual já “sentindo” o peso de oito anos de mercado, segue com desempenho comercial consistente.
A nova geração do SUV alemão será exclusivamente elétrica e chega em 2023, a tempo de encontrar o futuro Grecale Folgore, a versão 100% elétrica, que também será conhecida nesse mesmo ano.
Espaço… O melhor da classe
Um dos trunfos que a Maserati aposta para superar o Macan - e os demais rivais - está na oferta de espaço do Grecale, tanto para os ocupantes quanto para o porta-malas, que chega a 570 l.
Isso é reflexo das proporções generosas do SUV italiano. Embora compartilhe a arquitetura com o Alfa Romeo Stelvio, ele é maior em todas as dimensões, assim como supera o próprio Macan.
O Grecale mede 4,846 m de comprimento e tem entre-eixos de 2,901 m - números superiores, respectivamente, em quase 13 cm e 10 cm frente ao Macan, e em 16 cm e 8 cm diante do Stelvio, com o qual divide a base.
Por enquanto, a Maserati divulgou a largura do Grecale apenas com os espelhos, que é de 2,163 m, enquanto a altura é de 1,67 m (5 cm a mais do que no Macan e igual à do Stelvio).
1, 2, 3… 4 ecrãs
Ainda falando da cabine, o Grecale adota as tendências mais recentes, sobretudo no lado tecnológico, ao praticamente tirar quase todos os comandos físicos da “equação”.
No painel, há três telas principais, sendo duas delas - a do quadro de instrumentos e a do sistema multimídia - com generosas 12,3″.
Uma terceira tela sensível ao toque, de 8,8″, fica na parte central inferior, abaixo da multimídia, e concentra ajustes como os do ar-condicionado. E não para por aí.
Além disso, o motorista pode contar com um head-up display opcional e, no lugar do tradicional relógio analógico Maserati que costuma ocupar o topo do painel nos modelos da marca, entra um relógio digital - uma espécie de smartwatch.
Para quem não prefere interagir pelo toque nas telas, o novo Maserati Grecale também oferece um assistente digital, o MIA (Maserati Intelligent Assistant), que “obedece” a comandos de voz.
A atmosfera a bordo muda conforme a versão, que por ora serão três: GT, Modena e Trofeo. E as diferenças entre elas não ficam só no acabamento: o desempenho também varia.
Grecale Trofeo com V6 biturbo do MC20
Para começar, Grecale GT e Grecale Modena usam um quatro cilindros mild-hybrid de 48 V, com turbo e 2,0 l de capacidade.
É um motor já conhecido do Ghibli Hybrid, mas no Grecale aparece em dois níveis. No Grecale GT, entrega 300 cv de potência; no Grecale Modena, sobe para 330 cv. Em ambos, a potência máxima chega às 5750 rpm, e o torque máximo é de 450 Nm entre as 2000 rpm e as 4000 rpm.
O Grecale Trofeo fica em outro patamar. Sob o capô está o mesmo 3.0 V6 biturbo do MC20, o Nettuno, com pré-câmara de combustão para maior eficiência - ainda que aqui não alcance a potência do superesportivo.
Mesmo assim, são 530 cv de potência máxima às 6500 rpm e 620 Nm de torque entre as 3000 rpm e as 5000 rpm. Com esses números, as duas toneladas do Grecale Trofeo vão aos 100 km/h em apenas 3,8s e chegam aos 285 km/h.
São marcas que ultrapassam as do Macan mais forte, o GTS: 90 cv a mais de potência, 0,6s a menos no 0–100 km/h e 13 km/h extras de velocidade máxima. E são números capazes de deixar para trás até rivais com mais potência do que o Porsche, como o BMW X3 M Competition, de 510 cv.
Esqueça o câmbio manual. Independentemente da versão, todo Grecale vem somente com transmissão automática de oito marchas e tração integral.
Sob controlo
Para manter tudo sob controle, o chassi passa a contar com um novo sistema de gerenciamento eletrônico, o VDCM (Vehicle Dynamic Control Module), responsável por coordenar a atuação dos diferentes controles do veículo.
Há ainda a possibilidade de suspensão pneumática com seis níveis de ajuste, garantindo 65 mm de variação de altura - com a posição mais elevada indicada para uma pequena “escapadinha” fora do asfalto.
Ao todo, são cinco modos de condução: Comfort, GT, Sport, Corsa (apenas no Trofeo) e Off-Road.
Quando chega e quanto custa?
O novo Maserati Grecale já pode ser encomendado e já tem preços para o nosso país:
- Grecale GT - 95 645 €;
- Grecale Modena - 107 665 €;
- Grecale Trofeo - 151 375 €.
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