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B-52H Stratofortress dos EUA voam perto da costa da Venezuela

Avião militar voando sobre o mar com três navios de guerra próximos à costa ensolarada.

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O Comando de Ataque Global da Força Aérea dos Estados Unidos divulgou recentemente imagens de seus bombardeiros estratégicos B-52H Stratofortress em voo a poucos quilômetros do litoral venezuelano. A atividade foi uma das missões mais recentes dessas aeronaves em meio à relação tensa entre Washington e Caracas.

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B-52H Stratofortress perto da costa da Venezuela

As imagens mostram os bombardeiros dos Estados Unidos sobre as águas da Península de Paraguaná, com pontos geográficos regionais também visíveis, como o Cerro Santa Ana. Em 6 de novembro, dois B-52H Stratofortress decolaram da Base Aérea de Minot e seguiram em direção ao sul. Durante essa missão de grande visibilidade, acompanhada por diferentes aplicativos públicos de rastreamento de voos, os bombardeiros da Força Aérea dos Estados Unidos passaram a poucos quilômetros da costa da Venezuela, nas proximidades de Punto Fijo, Coro e Maiquetía.

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Fontes militares indicaram que as operações dos bombardeiros B-52H da Força Aérea ocorreram no contexto das missões de patrulha e vigilância aérea coordenadas pelo Comando Sul dos Estados Unidos (USSOUTHCOM) desde setembro. As ações apoiam a campanha contra organizações criminosas transnacionais e o combate ao narcotráfico. A iniciativa envolveu o envio de importantes meios aéreos e navais ao Caribe, incluindo navios de assalto anfíbio, destróieres e até caças de quinta geração F-35B Lightning II em Porto Rico.

A mais recente missão dos B-52H da Força Aérea dos Estados Unidos integra uma sequência de desdobramentos aéreos semelhantes realizados nas últimas semanas. Essas operações são classificadas como de grande visibilidade não apenas pelos meios empregados, como os bombardeiros estratégicos, mas também porque sua presença é divulgada abertamente com a ativação dos sistemas de identificação. Isso permite que plataformas como o Flightradar24 acompanhem o voo. Um par de bombardeiros B-1B Lancer realizou ação parecida há uma semana.

À espera do porta-aviões USS Gerald R. Ford

Um dos momentos mais relevantes do desdobramento dos Estados Unidos no Caribe foi a decisão de Washington de enviar o grupo de ataque do porta-aviões USS Gerald R. Ford para apoiar as atividades do Comando Sul. O navio-capitânia e sua escolta de destróieres estavam no Mediterrâneo quando receberam ordens para seguir rumo ao oeste, provocando diversas especulações sobre a possibilidade de a presença da embarcação representar uma escalada nas ações contra a Venezuela.

Até agora, as Forças Armadas dos Estados Unidos se limitaram a interceptar e destruir embarcações usadas no tráfico de entorpecentes, tanto no Caribe quanto no Pacífico. Por sua vez, a Força Armada Nacional Bolivariana entrou em alerta e realizou vários desdobramentos de meios e efetivos perto de pontos estratégicos.

Deslocamento do Ford em direção ao Caribe

Entretanto, várias fontes indicaram que o porta-aviões Ford reduziu sua velocidade a caminho do Caribe, o que poderia representar um sinal dos Estados Unidos. Veículos de imprensa norte-americanos informaram recentemente que o presidente Donald Trump ainda não teria decidido adotar medidas diretas contra a Venezuela, circunstância que explicaria a redução do ritmo de deslocamento do grupo de ataque do Ford para a área de responsabilidade do Comando Sul.

A mais recente atualização sobre o porta-aviões Ford foi divulgada ontem pela Marinha Espanhola, quando o grupo de ataque da Marinha dos Estados Unidos precisou cruzar o Estreito de Gibraltar. Durante a travessia, a Espanha escoltou o USS Gerald R. Ford com a fragata Numancia, no âmbito das boas relações mantidas entre as duas forças.

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