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Ford Escape e Ford Kuga 2013: primeiras impressões

SUV Ford cinza estacionado em estrada ao pôr do sol com luzes dianteiras acesas.

Identidade global: Escape nos EUA, Kuga na Europa

Ford Escape? Parece um Ford Kuga?

Você acertou em cheio. Nos Estados Unidos ele leva o nome Escape, mas este mesmo modelo também passa a ser o Kuga 2013. A mudança faz parte da política Uma Só Ford, que procura maximizar o compartilhamento de produtos entre diferentes mercados.

Na Europa, ele pode até parecer apenas uma atualização discreta, mas para o mercado norte-americano a evolução é grande. O Escape anterior chegou em 2008 e tem um visual bem quadradão, quase com um ar de Volvo dos anos 80. Mesmo assim, continua com boa procura: são mais de 25.000 unidades vendidas por mês nos EUA. Ou seja, o novo modelo tem um desafio importante pela frente em volume de vendas tanto por lá quanto no Reino Unido.

Mudanças, equipamentos e motores do novo Kuga/Escape

Então quais são as principais diferenças para o Kuga atual?

Além do desenho refeito, este carro ficou mais baixo, mais estreito e mais comprido do que o Kuga atual. A distância entre-eixos, por outro lado, permanece igual. Por dentro, o ganho aparece no espaço interno - sobretudo para quem vai na segunda fileira e na traseira - e a sensação de acabamento também evoluiu, com um interior visivelmente mais caprichado.

Parece promissor. Ele precisava mesmo de mais espaço atrás. Tem mais novidades?

Sim. Um destaque é o sistema inteligente de abertura da tampa traseira: basta passar o pé sob o para-choque e, desde que a chave esteja no bolso, a tampa do porta-malas abre. O mesmo gesto também serve para fechar, algo útil quando você está com as mãos ocupadas.

Outra novidade é o estacionamento automático, mas ele não brilhou no carro de pré-produção que dirigimos. Em seis tentativas, só conseguiu estacionar corretamente (isto é, paralelo ao meio-fio) duas vezes. Nas outras quatro, o veículo terminou manobrando de forma a ficar apontado para a via.

Então é melhor nem perder tempo com isso. E os motores?

Concordamos - pelo menos até o sistema melhorar rapidamente. Já na parte mecânica, a linha terá o conhecido turbodiesel 2.0 litros do Kuga atual, com alguns ajustes, além de um novo 1.6 Ecoboost a gasolina. Não dirigimos o 1.6, mas já sabemos que o diesel é um conjunto excelente; por isso, tudo indica que ele continue a ser a escolha mais acertada.

Ao volante e veredicto

E ao dirigir, como ele se comporta?

Ele vai muito bem. Agora, a sensação é mais a de um mini monovolume do que a de um SUV pequeno. Perdeu um pouco da agilidade “espoleta” do Kuga, mas manteve o mesmo nível de controle. O ruído de vento também diminuiu em relação ao Kuga atual.

A tela central de informações parece ficar um pouco longe da mão, porém o comando por voz funciona bem o suficiente para isso não virar um problema real.

Nós nem tentámos levar o nosso carro de testes com tração integral para fora do asfalto - e a recomendação é manter assim. A não ser que você viva numa região de clima difícil, a melhor opção tende a ser a versão 2WD: mais leve, mais barata e melhor.

Então vale comprar?

Se a ideia é ter um SUV compacto com a flexibilidade típica de um monovolume e uma cabine de primeira, sim. Existem opções mais baratas, mas poucas serão superiores.

O custo

$36,000 (como testado na configuração topo de linha Titanium 2.0-litre AWD)

Os números

2,000cc, 4cyl, AWD, 240bhp, 270lb-ft, 26mpg, CO2 n/a, 0-60mph (est) 7.5secs, 120mph (est), 1590kg

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