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Vauxhall Zafira Tourer: o novo monovolume de sete lugares

Carro hatch cinza dirigindo em estrada asfaltada com montanhas e campo verde ao fundo.

Preços e posicionamento no mercado

A Vauxhall continua a apostar no antigo Zafira - e os compradores do Reino Unido também. Em vez de mandar o modelo veterano para uma “aposentadoria” a ganhar ferrugem, a marca mantém o carro em linha, para conviver nas concessionárias com o recém-chegado Zafira Tourer. O Zafira mais velho deve cair para algo em torno de £18k, enquanto o Tourer, um pouco maior e mais sofisticado, parte de £21k.

Design externo do Vauxhall Zafira Tourer

A diferença mais evidente entre os dois está na aparência. No lugar de desenhar um familiar compacto com cara de caixa, o responsável pelo estilo, Mark Adams, buscou inspiração em trens-bala e aplicou laterais mais angulosas e faróis em forma de bumerangue (ainda que alguém mais maldoso possa enxergá-los como presas gordinhas). O conjunto resulta, possivelmente, no monovolume mais bonito à venda, com coeficiente aerodinâmico de 0.28 - tão bom quanto o do último Porsche 911.

Cabine, acabamento e sensação de “lounge”

Por dentro, a ambição estética continua. O painel segue um desenho em grande parte compartilhado com Insignia e Astra: superfícies bem lisas, recortes e apliques que “varrem” o ambiente e filetes de luz vermelha que dão um ar mais intimista.

Na segunda fileira, há três assentos. Se você escolher uma versão mais cara com o pacote Lounge Seating, ao rebatê-los, o banco central “vira” uma espécie de console: dois apoios de braço longos se levantam a partir das bordas, como asas revestidas. Os assentos laterais correm em trilhos com um desenho em ângulo, o que permite que deslizem para trás e também para dentro em 5cm - abrindo mais espaço para os ombros e deixando o passageiro com mais liberdade para se esticar. O clima ali lembra um carro executivo, a menos que você fique com a versão básica ES; nesse caso, dá até para pensar que teria sido melhor comprar o Zafira antigo.

Sete lugares e modularidade

Só que vale lembrar: este é um Zafira - o carro que popularizou a ideia de um monovolume compacto com sete lugares e bancos que se reorganizam como peças de Tetris, permitindo inúmeras combinações de pessoas e tralhas. E a proposta segue viva.

Trazendo a fileira do meio de volta à configuração prática, o assento central volta a ser, de fato, um lugar para sentar (uma melhora considerável em relação ao banco inteiriço fixo do modelo velho-que-ainda-não-morreu). Já os dois assentos laterais basculam para cima e para a frente, liberando passagem para a terceira fileira, onde os dois últimos lugares se erguem a partir do assoalho do porta-malas. Lá atrás, o espaço é aceitável - e maior do que no Zafira anterior -, de modo que dá para levar dois adolescentes por cerca de uma hora sem que pareça uma sentença.

Comportamento ao volante e suspensão

A Vauxhall solta promessas genéricas sobre dinâmica empolgante, e ainda oferece amortecedores adaptativos com modo Sport para quem quiser brincar. Não vale o esforço. A calibração padrão com rodas 17 faz um trabalho surpreendentemente competente ao filtrar as irregularidades do piso, o que combina muito mais com a intenção “executiva” do Tourer.

Pontos fracos e rivais

Nem tudo, porém, é perfeito. O diesel 2.0-litre mais forte, com 163bhp, parece um pouco preguiçoso, e a versão ecoFlex superlimpa ainda vai demorar - e deve ser mais lenta. Além disso, embora a ideia de lounge seja bem realizada, concorrentes como Renault Grand Scenic e Mazda5 oferecem truques mais voltados à vida em família, como assentos infantis embutidos, portas traseiras deslizantes e uma quantidade quase absurda de nichos fáceis de limpar. E é exatamente esse tipo de praticidade que o público de um monovolume compacto costuma procurar.

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