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Vandalismo no Metropolitano de Lisboa e na Infraestruturas de Portugal já custa mais de meio milhão desde 2024

Funcionário de segurança conserta escada rolante quebrada em estação de metrô com fita preta e amarela de aviso.

Escadas rolantes costumam ser um dos alvos preferidos de vândalos, e quando há dano a correção geralmente deixa os equipamentos indisponíveis por bastante tempo.

Desde 2024, Metropolitano de Lisboa e Infraestruturas de Portugal (IP) já desembolsaram mais de meio milhão de euros para consertar prejuízos provocados por vandalismo. Só em 2026, as duas empresas somam 77 ocorrências registradas.

Escadas rolantes e outros danos em equipamentos na ferrovia (Infraestruturas de Portugal)

A Infraestruturas de Portugal (IP) aponta 484 episódios de vandalismo na ferrovia nos últimos dois anos, além de outras 52 ocorrências apenas no primeiro trimestre de 2026. "Os atos de vandalismo mais frequentes incluem furtos, grafitos e danos nos equipamentos eletromecânicos. Entre as ocorrências mais comuns, destacam-se vidros partidos, portas de elevadores forçadas, furto de botões e de lâmpadas, tentativas de furto de corrimões, deposição de lixo e utilização indevida de espaços, como instalações sanitárias. Verificam-se, ainda, danos em corrimões de escadas rolantes e o desligamento indevido destes equipamentos, deixando-os fora de serviço durante longos períodos", explica a IP.

Quem usa transporte público - especialmente trem e metrô - encontra com frequência vagões pintados de ponta a ponta e percebe danos e pichações nas estações. De acordo com a IP, os "custos diretos" associados ao vandalismo chegam, em média, a "250 mil euros por ano".

Vandalismo no Metropolitano de Lisboa: ocorrências e impacto na operação

No Metropolitano de Lisboa, foram contabilizadas 186 ocorrências ao longo de 2024 e 2025. Em 2026, até 17 de maio, a empresa já havia registrado 25 crimes. "Os atos de vandalismo mais frequentes são grafitos em estações e carruagens e alguns furtos, situações que geram impactos relevantes ao nível dos custos de reposição, manutenção e, em alguns casos, na regularidade da operação", informa o Metro.

Em 2024, o Metropolitano de Lisboa gastou 101 mil euros com reparos nos veículos e requalificação de estações. "Este valor não inclui os custos indiretos da imobilização de comboios em reserva ou impactos operacionais associados". Em 2025, a conta foi de 61 821 euros; já em 2026, o impacto financeiro das reparações ficou em 25 mil euros.

Casos de agressão

Tanto o Metropolitano de Lisboa quanto a IP comunicaram às autoridades todas as ocorrências. "Para além das situações de furto e vandalismo, foram apresentadas, ainda, queixas de outros crimes, como agressões a agentes ferroviários e ocupação ilegal", detalha a IP, que formalizou 345 queixas-crime em 2024, 294 em 2025 e 115 até ao final de março deste ano.

Em abril, os operadores da Área Metropolitana de Lisboa e a IP lançaram uma iniciativa para enfrentar o vandalismo no transporte público, com o mote "Escolhe marcar a diferença, não o transporte".

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