Diagnóstico da IATA no Rio de Janeiro
RIO DE JANEIRO - Na 82ª Assembleia Geral Anual da IATA (AGM) e na Cúpula Mundial de Transporte Aéreo, realizadas de 6 a 8 de junho de 2026 no Rio de Janeiro, sob anfitrião do LATAM Airlines Group, Peter Cerdá, vice-presidente regional da IATA para as Américas, traçou um panorama severo sobre o peso dos tributos cobrados do transporte aéreo.
Impostos e encargos nas passagens aéreas: comparação global
De acordo com os dados apresentados, a América Latina e o Caribe aparecem no topo do ranking mundial de impostos e encargos que incidem sobre passagens aéreas. Em 2023, esse conjunto representou 29% da tarifa média na região - acima da Europa (25%) e bem distante da América do Norte e do Oriente Médio, ambos com 15%.
Em valores absolutos, o passageiro latino-americano pagou US$ 44 por viagem em taxas, o maior montante entre todas as regiões avaliadas pela IATA.
Diferenças dentro do recorte regional e efeitos no setor
A comparação também sustenta a tese central da associação: a tributação elevada torna a viagem mais cara, enfraquece competitividade e conectividade e pode, inclusive, reduzir a arrecadação dos governos se houver retração no fluxo de passageiros.
Na própria lâmina exibida, a IATA aponta que o debate passa por evitar políticas que deixem o transporte aéreo mais caro para o consumidor.
No detalhamento por regiões, a disparidade chama atenção. A Europa registra US$ 38 por passageiro, a África soma US$ 28, a Ásia-Pacífico chega a US$ 22 e o Oriente Médio marca US$ 33. Para a IATA, os números evidenciam que a carga fiscal sobre a aviação é especialmente intensa nas Américas, justamente onde o setor ainda busca ampliar a conectividade e reduzir custos para impulsionar a demanda.
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