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No Rio de Janeiro, na 82ª Assembleia Geral Anual, a IATA projeta capacidade global de produção de SAF em 2030 em 20 milhões de toneladas

Homem de terno segurando frasco verde no aeroporto, com avião e gráfico de crescimento ao fundo.

No Rio de Janeiro, durante a 82ª Assembleia Geral Anual da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), iniciada hoje (6 de junho), a entidade apresentou uma projeção segundo a qual a capacidade global de produção de Combustível Sustentável de Aviação (SAF) pode chegar a cerca de 20 milhões de toneladas em 2030.

Projeção de SAF até 2030 e base dos estudos da IATA

A estimativa foi construída a partir dos estudos Sustentabilidade e Economia e Avaliação Global de Matérias-Primas para a Produção de SAF, ambos da IATA. De acordo com o material exibido, a expansão do combustível sustentável tende a permanecer concentrada em poucos mercados e marcada pela predominância da rota tecnológica HEFA (hidroprocessamento de ésteres e ácidos graxos).

Distribuição regional e predominância da rota HEFA no SAF

Pelos números apresentados, a América do Norte aparece na liderança da projeção, com 7,1 milhões de toneladas produzidas por HEFA. Em seguida vêm:

  • Europa: 4,5 milhões de toneladas
  • América Central e do Sul: 2,9 milhões de toneladas
  • China: 2,6 milhões de toneladas
  • Leste da Ásia e do Pacífico: 2,4 milhões de toneladas
  • Oriente Médio e Norte da África: 0,1 milhão de tonelada
  • Sul da Ásia: 0,1 milhão de tonelada

Outras rotas tecnológicas ainda com participação pequena

O quadro também indica que, em todas as regiões, a maior parcela da produção projetada para 2030 deve vir da tecnologia HEFA, enquanto caminhos como álcool-para-querosene, gaseificação Fischer-Tropsch e energia-para-líquido (e-SAF) devem permanecer com participação reduzida.

Na interpretação da associação, o cenário reforça a urgência de acelerar investimentos, ampliar a disponibilidade de matérias-primas e diversificar as rotas de produção.

Recado da IATA sobre descarbonização e custo das passagens

A mensagem central do slide é direta: “Você não descarboniza a aviação tornando o voo inacessível”. Em outras palavras, a descarbonização do setor não pode acontecer às custas de um aumento excessivo no preço das passagens - uma síntese do desafio de conciliar ambição ambiental, escala de produção e viabilidade económica.

Na prática, a IATA sinaliza que a transição energética da aviação não dependerá apenas de políticas climáticas e regulação: capacidade industrial, segurança de suprimento e preços competitivos também serão determinantes. Sem esses fatores, a adoção do SAF em grande escala pode avançar mais lentamente do que o necessário para cumprir as metas de descarbonização do setor.

O AEROIN acompanha a 82ª Assembleia Geral Anual da IATA no Rio de Janeiro e trará aos leitores as principais novidades em primeira mão.

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