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ATC do Aeroporto John F. Kennedy (JFK) dá recado firme ao piloto do voo CM-736 da Copa Airlines

Controlador aéreo monitora radares em torre de aeroporto com avião estacionado na pista ao fundo.

Um controlador de tráfego aéreo (ATC) do Aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, virou assunto após uma troca de mensagens com o piloto do voo CM-736 da Copa Airlines na madrugada de 20 de maio, mostrando que dá para ser firme - e até levemente sarcástico - sem abrir mão da educação.

Toda a sequência foi divulgada pelo canal VASAviation, no Youtube.

Contexto: chegada do Boeing 737-800 ao JFK

A aeronave, um Boeing 737-800, tinha acabado de pousar depois de um voo de 4 horas e 43 minutos vindo da Cidade do Panamá e já taxiava em direção ao portão.

As instruções de taxiamento e o desvio de rota

No início, o ATC passou o trajeto de taxiamento: “Copa 736, continue pela esquerda na D, vire à esquerda na B e aguarde antes da W.” O piloto confirmou a leitura: “Esquerda na D, B, e aguardar antes da W, Copa 736.”

Mesmo assim, na prática, o avião entrou à direita na B, seguindo para o lado errado - por uma pista de táxi que não cruza a W.

Intervenção do ATC do JFK: firmeza com tom educativo

Ao perceber o erro, o controlador interrompeu de forma direta, mas com humor: “Copa 736, o que está fazendo? Pare com o movimento da aeronave.”

O piloto sustentou que havia repetido corretamente as instruções. O ATC então respondeu: “Ok, Copa 736, não vou gritar com você. Tire alguns minutos para olhar no mapa onde fica a W. Eu volto já.”

Depois de uma breve pausa, o controlador retomou o contato e conferiu: “Copa 736, você viu onde está a W no mapa?” O piloto disse que sim e comentou que estava “atrás”. Em seguida, veio o novo direcionamento: “Ok, Copa 736, continue na B, aguarde antes da DB.”

A interação acabou servindo de exemplo de equilíbrio entre autoridade e orientação, ajudando o piloto a identificar o equívoco sem transformar a comunicação em algo ríspido.

Embora os controladores do JFK sejam conhecidos por atitudes rigorosas e, em alguns momentos, até agressivas - sobretudo com pilotos estrangeiros -, desta vez o tom escolhido foi claramente mais didático.

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