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Exército Brasileiro realiza assalto aeroterrestre em Itaberaí na Operação Escudo-Tínia com 80 militares

Soldado brasileiro ajoelhado revisando mapa em campo aberto com helicópteros e colegas ao fundo.

Operação Escudo-Tínia e a FT Afonsos (Exército Brasileiro)

Em Itaberaí, o Exército Brasileiro (EB) conduziu em 26 de maio uma ação de assalto aeroterrestre integrada à Operação Escudo-Tínia, atividade encerrada em 29 de maio após ultrapassar a marca de 1.000 horas de voo. A manobra contou com 80 militares da Força-Tarefa (FT) Afonsos, organização vinculada à Força de Prontidão (FORPRON) do Exército.

Formada por organizações militares da Brigada de Infantaria Paraquedista, a FT Afonsos se mantém em um ciclo permanente de adestramentos individuais e coletivos. O foco é sustentar a capacidade operacional para emprego imediato em distintos cenários, com treinamento projetado para diferentes biomas do Brasil - Cerrado, Pantanal, Amazônia, Caatinga e Pampas - de modo a assegurar condições de atuação em qualquer região do território nacional.

Como foi o assalto aeroterrestre em Itaberaí

Para a execução do exercício, foram utilizadas quatro aeronaves KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB). O roteiro simulou uma operação de conquista de localidade, buscando acelerar o cerco ao inimigo por meio do lançamento de tropas paraquedistas.

Ao todo, o treinamento gerou 80 aberturas de velames (paraquedas), compondo no céu o efeito conhecido como “chuva de velames”.

O tenente-coronel Manfra, comandante da Força-Tarefa Afonsos, ressaltou o grau de sincronização demandado pela atividade.

“Quando os velames se abrem simultaneamente no ar, para quem observa do solo, o cenário se assemelha a uma verdadeira chuva de velames. Esse tipo de lançamento exige elevado nível de coordenação entre a tropa e as aeronaves, além de preparo técnico constante dos militares para atuação em operações aeroterrestres.”

Procedimentos após o salto e organização em solo

Depois do salto, os paraquedistas cumpriram medidas de segurança e de controle do próprio equipamento. Entre as ações, verificaram a abertura do velame e monitoraram o espaço aéreo ao redor, com a finalidade de reduzir o risco de aproximações perigosas entre militares durante a descida.

Na sequência, os combatentes navegaram em direção à Zona de Lançamento (ZL), ajustando o deslocamento às condições de vento e aos procedimentos operacionais estabelecidos para o salto. Cada militar levava cerca de 50 kg de equipamentos, incluindo armamento, mochila operacional, capacete e itens de proteção individual.

Ao tocar o solo, a prioridade passou a ser a rápida criação de condições de combate, garantindo a segurança da área e permitindo a continuidade da missão. Em uma situação real, o paraquedas pode ser deixado no terreno para acelerar a reorganização da força; no adestramento, porém, o material foi recolhido após a reorganização inicial.

Adestramento conjunto e interoperabilidade

Iniciada em 11 de maio, em Anápolis (GO), a Operação Escudo-Tínia é um adestramento conjunto das Forças Armadas voltado ao aprimoramento da interoperabilidade e da capacidade de emprego coordenado entre Marinha, Exército e Força Aérea.

A iniciativa também reforça o estado permanente de prontidão do Exército Brasileiro, com militares preparados para atuar com rapidez e eficiência em diferentes situações operacionais e em qualquer parte do território nacional.

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