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MLBR será destaque no SpaceBR Show 2026 com maquete em tamanho real

Homem apresenta modelo de foguete brasileiro azul e branco para grupo dentro de galpão.

O arranjo produtivo encarregado do desenvolvimento do Microlançador Brasileiro (MLBR) marcará presença no SpaceBR Show 2026, realizado de 16 a 18 de junho no Expo Center Norte, em São Paulo (SP). Durante a feira, o público poderá ver uma estrutura do foguete em tamanho real e acompanhar a apresentação dos principais avanços técnicos do programa.

Microlançador Brasileiro (MLBR) no SpaceBR Show 2026

Ao longo do evento, visitantes terão a oportunidade de conhecer de perto o veículo lançador nacional direcionado ao mercado de pequenos satélites, incluindo os resultados mais recentes obtidos nos testes de qualificação de sistemas considerados críticos.

O assunto ganha relevância num cenário estratégico para o setor espacial global, impulsionado pela crescente procura por lançamentos dedicados a pequenos satélites. No SpaceBR Show 2026, a pauta também inclui a comercialização de lançamentos e as oportunidades de negócios no segmento espacial.

Avanços técnicos do MLBR e testes de qualificação

Nos últimos meses, o MLBR evoluiu por meio de uma série de ensaios essenciais ao desenvolvimento de veículos lançadores. Entre os marcos recentes estão:

  • Testes ambientais da eletrónica embarcada e de compatibilidade eletromagnética, conduzidos pela ETSYS;
  • Validação estrutural do motor do primeiro estágio, por meio de ensaio hidrostático executado pela CENIC ENGENHARIA;
  • Integração de sistemas realizada pela PLASMAHUB;
  • Campanhas de qualificação e validação em voo do Sistema de Navegação Inercial/GNSS (SNI-GNSS), levadas a cabo pela CONCERT SPACE.

Esses resultados evidenciam a progressão do MLBR em direção à maturidade tecnológica, alinhada ao movimento do mercado internacional para atender missões com pequenos satélites.

Fórum, painéis e agenda de 16 de junho

No dia 16 de junho, integrantes do MLBR participam do Fórum “Ecossistema Espacial e Sustentabilidade – Pontes para o Futuro”. Arthur Bahdur, da BIZU SPACE, estará no Painel 2, às 11h, com o tema “Comercialização de lançamentos – Oportunidades e desafios para o desenvolvimento sustentável”. Já Rafael Mordente, CEO da CONCERT SPACE, integra o Painel 4, às 16h40, com o debate “Novas fronteiras para as tecnologias espaciais”.

Ralph Correa, sócio da CENIC - empresa líder do projecto - chama a atenção para o ritmo acelerado do crescimento da demanda por pequenos satélites e para o carácter estratégico do MLBR ao ampliar a capacidade brasileira de atender áreas como telecomunicações, agricultura, defesa, monitoramento ambiental e logística. “O projeto tem potencial para impactar positivamente diversas áreas da economia e posicionar o Brasil de forma competitiva no mercado espacial.”

Além do avanço tecnológico, o MLBR é apontado como um elemento-chave para robustecer a cadeia aeroespacial brasileira, ao expandir competências nacionais em sistemas críticos ligados ao acesso ao espaço e ao diminuir a dependência de alternativas estrangeiras. Rafael Mordente reforça que o projecto evidencia a capacidade técnica e industrial do Brasil para criar soluções avançadas no sector espacial.

Programa, empresas envolvidas e financiamento

O MLBR é um Veículo Lançador de Pequeno Porte (VLPP) com potencial para se tornar o primeiro do Brasil a colocar pequenos satélites em órbita a partir do território nacional - um passo decisivo para a soberania espacial do país e para o fortalecimento da indústria nacional.

O desafio de desenvolver o veículo foi lançado pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB). A iniciativa buscou mobilizar a indústria privada nesse marco histórico para o programa espacial brasileiro.

O programa reúne empresas e competências técnicas de referência no sector aeroespacial do país, como CENIC, CONCERT SPACE, PLASMAHUB, DELSIS e ETSYS, e conta com o apoio de parceiros estratégicos como BIZU SPACE, FIBRAFORTE e HORUSEYE TECH. Essa articulação é apresentada como um indicativo da maturidade da indústria brasileira e da sua capacidade de responder a exigências tecnológicas complexas.

O Termo de Outorga de Subvenção Econômica é financiado pela FINEP e pelo MCTI, com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) destinados ao Programa Espacial Brasileiro, e passa por revisões técnicas com validação da AEB.

Características do foguete e local de lançamento

Características do foguete – A versão inicial do MLBR terá 12 metros de altura e 1,1 metro de diâmetro, com propulsão baseada em três motores de propelente sólido. A capacidade de carga será de até 40 kg em órbita terrestre a 450 km de altitude, com inclinação de 25 graus, atendendo à procura global por lançamentos de pequenos satélites voltados a aplicações comerciais em telecomunicações, agricultura, meio ambiente, segurança, localização e monitoramento.

Os lançamentos devem ser realizados no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, reconhecido pela posição privilegiada próxima à linha do Equador, considerada ideal para operações espaciais. O projecto também recebe suporte técnico do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), apoio da Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (AIAB) e de outras instituições nacionais relevantes.

Com o MLBR, o Brasil passa a integrar um grupo seleto de países com capacidade autónoma de acesso ao espaço, fortalecendo a soberania nacional e abrindo novas perspectivas económicas, ao estimular cadeias produtivas, gerar empregos qualificados e posicionar-se como um player importante no mercado aeroespacial mundial.

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