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Airbus reavalia o projeto do A220-500 e o futuro do A220-300

Modelo de avião em mesa com planta baixa, motores ao lado e avião real ao fundo em hangar.

A Airbus voltou a revisar o plano do possível A220-500, versão alongada do A220-300 produzido no Canadá.

O modelo - criado originalmente pela Bombardier como CSeries e cujo programa acabou adquirido pela Airbus - vive uma fase de vendas positiva nos últimos anos. Ainda assim, internamente o projeto não teria chegado ao break-even, ou seja, o investimento feito pela fabricante europeia ainda não teria sido totalmente recuperado.

Airbus e o A220-500: status e posicionamento de mercado

De forma oficial, a Airbus diz que está “avaliando todas as opções e nenhuma decisão foi feita”, mas, nos bastidores, o ritmo teria diminuído. A avaliação é que a maior parte das companhias aéreas procura um avião com capacidade de até 180 assentos, o que colocaria a aeronave para disputar espaço mais diretamente com o próprio Airbus A319/A320neo e com o Boeing 737 MAX 7/MAX 8.

Alongamento de quatro fileiras e impactos no desempenho

A proposta em estudo envolveria um aumento de quatro fileiras na fuselagem, sem outras mudanças relevantes na aeronave. Com isso, o peso básico subiria e, como consequência, o peso máximo de decolagem seria reduzido. Na prática, isso tende a limitar a quantidade de combustível embarcada e também elevar o consumo, já que mais passageiros seriam transportados.

Motores: PW1500G, alternativa CFM LEAP e o “banho-maria”

Esse caminho seria o de menor risco para a Airbus e implicaria um aumento de preço relativamente pequeno para os clientes. Porém, segundo o portal TheBusinessStandard, muitos operadores não querem abrir mão do alcance atual do A220-300 e não receberam bem essa opção.

Para destravar a situação, a Airbus precisaria contar com uma versão mais potente e mais eficiente dos motores Pratt & Whitney PW1500G atuais, ou até considerar a alternativa do concorrente CFM LEAP - usado no 737 MAX e no A320neo. No entanto, isso elevaria os custos e ainda reduziria um pouco a homogeneidade para os operadores atuais do A220.

Como a próxima geração de motores ainda está distante de ficar pronta - cenário que já levou à paralisação de vários projetos da própria Airbus e também de concorrentes como Boeing e Embraer -, a tendência é que a fabricante europeia mantenha o A220-500 em banho-maria por enquanto.

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