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BYD Atto 2 DM-i: híbrido plug-in de 26 990 € com 1 000 km de autonomia

Carro elétrico branco estacionado em ambiente moderno com grandes janelas e parede branca.

A BYD segue acelerando na ofensiva dos híbridos plug-in com o Atto 2 DM-i. Custando 26 990 €, ele passa a ser o híbrido recarregável na tomada mais barato da marca. E, com alcance total de 1 000 km, esse SUV mostra que fôlego não é um problema.

O BYD Atto 2 DM-i dificilmente vai conquistar alguém por um visual “sem graça” - o apelo aqui está nas credenciais que aparecem, sem rodeios, na ficha técnica. Com preço inicial de 26 990 €, esse SUV híbrido plug-in já começa marcando ponto. Some a isso uma autonomia total de 1 000 km, sendo 90 km em modo elétrico, e uma lista de equipamentos muito completa, e a promessa antes do teste fica ainda mais interessante.

**O híbrido plug-in por menos de 27

000 €: a cartada da BYD**

A linha do BYD Atto 2 DM-i é dividida em duas opções. A versão de entrada Active, tabelada em 26 990 €, traz uma bateria de 7,8 kWh, anunciando 40 km de autonomia elétrica. Para o uso do dia a dia, isso já atende bem - ainda mais porque desempenho não falta: com 166 cv, o chinês tende a ser mais ágil do que boa parte dos rivais de porte semelhante. Mas quem quer mais pode subir de nível.

Por 29 990 €, a versão Boost amplia a bateria para 18 kWh, aumentando de forma clara o alcance no modo elétrico. Com 90 km de autonomia sem emissões, o Atto 2 DM-i vira um parceiro de estrada mais convincente, capaz de depender menos do motor a combustão. E, quando for preciso chamar o conjunto híbrido para trabalhar, há ganho de força: são 212 cv disponíveis ao pé direito.

Teto panorâmico e tela grande de série: quando o “baixo custo” parece premium

Quando o assunto é conteúdo de série, a BYD não economiza - e o Atto 2 DM-i segue essa linha. Já no Active, a lista é generosa e inclui central multimídia de 12,8 polegadas, painel de instrumentos digital de 8,8 polegadas, câmera de ré, rodas de 16 polegadas, ar-condicionado automático e faróis em LED. Mas é no topo de linha Boost que a dotação realmente cresce e promete entregar muito pelo preço.

Entre os itens, aparecem rodas de 17 polegadas, câmera 360°, monitoramento de ponto cego, controle de cruzeiro adaptativo, teto panorâmico, iluminação ambiente, bancos dianteiros e volante com aquecimento, ajuste elétrico do banco do motorista, revestimento em “couro” sintético, barras de teto em alumínio, vidros traseiros escurecidos, carregador de celular por indução e assistente de estacionamento dianteiro. Pelo valor cobrado, não parece faltar nada.

Um visual discreto para esconder um espaço interno XXL

Não é feio, mas também não chega a ser empolgante. Seja híbrido plug-in ou totalmente elétrico, o Atto 2 não deve despertar grandes paixões. O desenho é atual, só que sem ousadia: na dianteira, há um par de faróis como em qualquer carro e uma grade fechada típica dos modelos modernos. Na lateral, a proposta é suave, com maçanetas semi-embutidas e nenhuma linha marcada tentando “apimentar” o conjunto.

O teto adota efeito flutuante, enquanto os apliques de plástico sem pintura passam um toque levemente aventureiro. A traseira também não busca ser única: há uma barra luminosa com extremidades trançadas. A grande surpresa tende a estar por dentro, já que o Atto 2 promete bom espaço graças à sua silhueta mais cúbica. A altura para a cabeça e o espaço para as pernas, ao menos na teoria, ficam em bom nível.

**Até 8

000 € de diferença para a Renault: a comparação difícil para a Europa**

Bater de frente com o BYD Atto 2 DM-i não é simples por um motivo direto: ele é, basicamente, o único híbrido plug-in do seu segmento. E, mesmo buscando rivais indiretos, a comparação pesa. O Citroën C3 Aircross parte de 26 600 €, com menos equipamentos e um sistema micro-híbrido leve de apenas 145 cv - sem chance de rodar por longos trechos no modo elétrico.

O Renault Symbioz se aproxima mais do que o BYD entrega por ser um full-hybrid e por ter uma apresentação bem mais convincente. O problema é o preço: a partir de 34 400 €, ele fica automaticamente fora do jogo. Já o MG ZS Hybrid+, a 23 490 €, entra na briga com uma lista de equipamentos próxima à do BYD, mas também usa um conjunto full-hybrid, assim como o Symbioz. Aí, não há como competir com o esquema híbrido plug-in do Atto 2 DM-i. Só o Leapmotor B10 e-Hybrid poderia surpreender - porém os preços ainda não foram divulgados.

Fica a pergunta essencial: com uma diferença tão grande de preço, você estaria disposto a escolher esse SUV chinês, ou prefere seguir fiel às marcas francesas mesmo pagando mais? Deixe sua opinião nos comentários!

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