A exigência começa no nível local
A mudança, por enquanto, acontece primeiro em âmbito local - e só depois pode virar uma regra para todo o país.
Na França, uma decisão recente tem chamado bastante atenção. Por meio de um decreto datado de 12 de junho, e com vigência a partir de 1º de julho, quem conduzir uma trotinete elétrica deverá usar capacete de forma obrigatória.
A medida não vale para todo o território francês: ela foi adotada no departamento de Vaucluse. Segundo o 20 Minutes, a obrigação também se estende a monorrodas, gyropodes e hoverboards. A partir daí, quem circular nesses veículos sem um capacete afivelado fica sujeito a uma multa de 35 euros.
O portal também relembra os números do Observatório Nacional Interministerial de Segurança no Trânsito (ONISR): o órgão aponta que 80 pessoas morreram em 2025 enquanto utilizavam um veículo de deslocamento pessoal - 35 a mais do que no ano anterior.
O uso do capacete ganha força
O Journal du Geek acrescenta que, em setembro de 2025, foi apresentada uma proposta de lei com o objetivo de tornar o capacete obrigatório de forma generalizada, prevendo uma multa de 135 euros para todos os infratores. O entrave é que o texto ainda não foi votado.
De acordo com nossos colegas, “a resistência vem em parte do lobbying dos operadores de trottinettes em livre-service, já muito enfraquecidos, Paris os proibiu desde 2023, e em parte de uma dificuldade política a impor uma contrainte percebida como impopular sobre um modo de transporte apresentado como vertueux”.
Ainda assim, trata-se de uma iniciativa bastante razoável, especialmente considerando que o capacete reduz em 70% o risco de traumatismo craniano em caso de queda. Enquanto o tema não avança no plano nacional, outras administrações locais decidiram agir por conta própria.
O sudeste do país puxa a fila com novas regras
A maioria dessas iniciativas está concentrada no sudeste da França. Além de Vaucluse, o departamento de Alpes-Maritimes adotou uma medida semelhante por meio de um decreto prefectoral publicado em abril de 2026, tornando obrigatórios tanto o capacete quanto o colete retrorrefletivo. Caso o Parlamento nacional demore a se posicionar, é possível que normas locais, aos poucos, passem a ocupar esse espaço.
E você, o que acha das decisões tomadas pelas autoridades de Vaucluse e de Alpes-Maritimes? Conte para nós nos comentários.
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