O que é o Renault Megane GT220 Sport Tourer
É o Renault Megane GT220 Sport Tourer. Um nome comprido para uma perua ainda mais comprida - e mais um participante nesse mercado movimentado e bem interessante de peruas com pegada de hot hatch.
Por trazer o emblema GT, e não RS, ele não é exatamente uma versão “amansada” do Trophy-R acertado para Nürburgring. Ainda assim, as rodas dianteiras são empurradas por um motor 2.0 turbo a gasolina que, na prática, é uma variação menos agressiva do 2.0 do seu irmão briguento. Aqui ele aparece com cerca de 50bhp a menos, mas ainda entrega 217bhp.
Também custa bem menos. Esta Sport Tourer começa em £24,245 - apenas £15 a mais do que a GT220 de cinco portas.
Como anda: motor e desempenho
Em números, o GT220 faz 0-62mph em 7.6-second (0–100 km/h), quase dois segundos mais lento do que o Trophy-R. Em contrapartida, faz sentido: estamos a falar de um carro com bem mais equipamentos e mais três lugares disponíveis.
A velocidade máxima de 149mph (cerca de 240 km/h) também não decepciona.
O principal, porém, é a sensação ao volante. Ele parece rápido, com um motor forte, de respostas fáceis e um ronco bem agradável. Outro ponto positivo é o câmbio manual de seis marchas - a única transmissão oferecida no GT220 - que passa uma sensação bem satisfatória. Seria ótimo ver o atual RS Clio com uma combinação parecida.
Condução, espaço e custo-benefício
Para reforçar o lado “quente”, o carro recebe discos de freio dianteiros maiores do que os do Megane comum e uma suspensão exclusiva, retrabalhada pela Renaultsport. Em ruas urbanas esburacadas, a firmeza é a esperada: ótima para quem quer sentir que o dinheiro foi investido em acerto, nem tanto para quem só pretende cruzar a cidade com o mínimo de incômodo.
Já em estradas mais abertas e onduladas, o pacote começa a fazer muito mais sentido. É uma perua com uma agilidade surpreendente e um controle de carroceria que impressiona. A direção é leve e não é das mais comunicativas - algo frequente em hot hatches modernos -, mas o que importa é que o GT220 é intuitivo e muito fácil de tocar rápido.
Onde o Renault perde terreno para rivais mais esportivos - especialmente Ford Focus ST e SEAT Leon Cupra ST - é na ausência de um gerenciamento mais refinado do torque no eixo dianteiro. Ele não tem o mesmo nível de foco dos dois, e não há diferencial de deslizamento limitado nem torque vectoring para ajudar a “puxar” o carro para fora das curvas com mais tração.
No Megane Renaultsport “de verdade”, existe um diferencial bem mais hardcore, o que deixa claro que o selo GT aqui é voltado a produtos menos radicais. Por outro lado, se a sua rotina envolve bancos ocupados por crianças e um porta-malas carregado com carrinhos e/ou animais de estimação, essa proposta vai parecer totalmente adequada.
No lado familiar, há uma lista generosa de equipamentos de série: ar-condicionado automático, câmera de ré, navegação, luzes diurnas em LED e um sistema de som mais sofisticado. Isso ajuda a explicar por que o Megane custa um pouquinho mais do que o Focus ST, que costuma vir com um pacote mais enxuto.
Embora esta geração do Megane já esteja a mostrar a idade - foi lançada inicialmente em 2008 -, o interior continua bem-acabado e tem mais personalidade do que o do Leon Cupra. Já o quanto o facelift mais recente funcionou por fora é algo subjetivo e depende do seu gosto.
Na hora de comprar, ele é um carro agradável, mas enfrenta concorrência forte: o Focus é mais barato, e o SEAT é mais empolgante. A Skoda também entra na briga com a Octavia vRS perua, com a mesma potência, porém bem mais espaçosa, por um valor ligeiramente abaixo de £25,000.
Por melhor que seja, a GT220 Tourer não sobe ao pódio dentro de uma categoria pequena, mas bastante competente. Ainda assim, vale olhar anúncios online: há unidades novas com £8000 de desconto. Aí, de repente, o apelo dele cresce bastante. Você se anima?
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