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Debate sobre veículos elétricos na União Europeia em 2035 ganha força no Parlamento Europeu

Carro elétrico esportivo azul metálico exibido em ambiente moderno com grandes janelas e bandeiras ao fundo.

O embate em torno dos veículos elétricos na Europa continua intenso.

A discussão sobre o fim da venda de veículos térmicos na União Europeia em 2035 segue pegando fogo. Ainda assim, em dezembro, líderes do continente chegaram a um entendimento para ajustar a meta que, na prática, apontava para 100% de veículos elétricos no mercado de carros novos em menos de dez anos.

Meta de 2035 e a venda de veículos térmicos na União Europeia

Apesar desse acordo, a disputa está longe de terminar e, agora, a batalha ocorre dentro do Parlamento Europeu. O objetivo do texto em debate - apoiado por grandes montadoras - é justamente conseguir novas flexibilizações em relação ao alvo estabelecido.

O relatório do PPE no Parlamento Europeu sobre CO2

A direita europeia, reunida no Partido Popular Europeu (PPE), que é o maior grupo do plenário, recebeu a tarefa de elaborar um relatório sobre o tema. Segundo o jornal econômico Les Échos, o eurodeputado Massimiliano Salini, responsável pelo trabalho, “acentua o desmonte das propostas da Comissão”.

Na prática, a meta de redução de 100% das emissões de CO2 dos carros novos em 2035 simplesmente deixa de existir no texto. O parlamentar defende que esse objetivo seja reduzido para 90% no caso de automóveis de passeio e para 80% no caso de veículos utilitários. Além disso, conforme destaca o veículo de imprensa, alguns combustíveis considerados sustentáveis e também o chamado aço verde poderiam entrar no cálculo para o cumprimento dessa meta.

Construtoras aprovam o relatório

Por enquanto, porém, um acordo de compromisso dentro do Parlamento parece difícil de ser alcançado. O eurodeputado francês Pascal Canfin (Renew) é citado criticando “um relatório completamente fora de hora, no momento em que as vendas de carros elétricos explodem na Europa e em que a guerra no Oriente Médio ressalta a necessidade de reforçar nossa independência energética”.

Do lado das montadoras, reunidas na ACEA, o tom é de satisfação. Em um comunicado divulgado na ocasião, a entidade afirma:

O relatório do relator do Parlamento Europeu sobre a revisão da regulamentação relativa às emissões de CO2 dos carros e das camionetes, publicado hoje, constitui uma etapa importante rumo a um marco mais equilibrado e realista, que reflete melhor as realidades do terreno e os grandes desafios enfrentados pelo setor automotivo.

E Sigrid de Vries, diretora-geral da ACEA, conclui: “A revisão da regulamentação relativa às emissões de CO2 dos carros e das camionetes é essencial para acelerar a transição rumo a uma mobilidade de zero emissão e reforçar a resiliência do tecido industrial europeu. Pedimos aos colegisladores europeus que finalizem essa revisão rapidamente e com pragmatismo, e estamos prontos para apoiar esse processo em cada etapa”.

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