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O novo Lexus GX é um sofá de luxo que pode ir até o fim do mundo

SUV Lexus GX Luxe verde exibido em showroom moderno.

O novo Lexus GX é um sofá de luxo que pode ir até o fim do mundo.


Este é o novo Lexus GX. E, sim: na essência, ele é um Toyota Land Cruiser usando um terno de gala sob medida assinado pela Lexus. Como você vai ver mais adiante, isso muda algumas coisas.

Ele divide com o novo Land Cruiser a base técnica, o chassi de longarinas e a tração integral permanente. Só que, por cima disso, entra aquele nível de exigência quase obsessivo que a Lexus costuma aplicar quando o assunto é conforto, isolamento acústico e cuidado com cada detalhe.

Mesmo quando o caminho sai do asfalto. Explico tudo neste vídeo:

Por fora, é o tipo de SUV que parece pronto para cruzar o deserto do Namibe. Por dentro, se comporta como o sofá da sua sala - com uma diferença importante: este aqui leva você a lugares onde o seu sofá nunca sonhou chegar.

Longe, mas não chega a Portugal

E já que estamos falando de ir longe: o GX não vem para Portugal. Uma mistura de carga tributária e emissões o mantém fora da Europa Ocidental, mas isso não nos impediu de levantar do sofá e ir até a Nova Zelândia para testá-lo.

Um país onde há mais ovelhas do que pessoas… e mais paisagens de tirar o fôlego do que estradas com limite de velocidade.

Um Lexus com alma de Land Cruiser

O GX preserva tudo o que se espera de um Land Cruiser: robustez, capacidade fora de estrada e confiabilidade. A diferença é que faz isso com etiqueta (e com modos de condução, também).

Nos testes, pegamos trilhas molhadas pela chuva do dia anterior, atravessamos cursos d’água e, mesmo sem forçar de verdade, o GX deixou claro que não é feito para brincadeira.

Na terra, lembra um Defender mais civilizado. No asfalto, surpreende pelo conforto. E o barulho? Quase nenhum. O que entra na cabine é mais o som do cenário do que do carro - a não ser que você esteja com um GX calçado com pneus off-road; aí nem os japoneses obsessivos da Lexus conseguem fazer milagre.

Luxo por dentro, músculo por fora

Abrir a porta do GX é como entrar em outra sala. Os materiais são de alto nível, e o sistema de infoentretenimento fica na mesma liga do que a Lexus tem entregado nos últimos tempos. Tudo isso com a sensação constante de que, se algo sair do controle, há um V6 biturbo pronto para salvar o dia.

Por fora, o desenho é mais quadrado, mais parrudo e… menos europeu. E ainda bem. O GX é o que muitos SUVs já deixaram de ser: um 4x4 de verdade, com capacidade real.

Entre um Defender e este Lexus…

Depende. Mas, em Portugal, a decisão fica mais simples porque o GX não é vendido. Se você gosta da estética britânica, da tradição e de um marketing mais emocional, talvez vá de Defender.

Já se a prioridade for a confiabilidade japonesa lendária e um interior mais caprichado, o GX pode fazer mais sentido. Não é uma disputa de força bruta nem de design chamativo - é engenharia japonesa com sotaque de luxo.

No caso português, existe um plano B. Como você já deve ter adivinhado, ele se chama Toyota Land Cruiser. Não entrega o mesmo nível de acabamento do Lexus, mas em todo o resto fica bem perto.

A Nova Zelândia foi só o pretexto

Testar o GX na Nova Zelândia foi como levar um atleta olímpico para treinar na academia do bairro: você sabe que ele consegue muito mais, só que as condições não deixam mostrar tudo. Faltou tempo (e autorização) para encarar trilhas mais pesadas, mas deu para perceber que este Lexus não recusa serviço.

Ele não está a anos-luz do Land Cruiser. Está só em um universo paralelo, onde a brutalidade vem embalada em couro perfurado e silêncio absoluto. E, se é verdade que não vamos vê-lo em Portugal, pelo menos deu para entender o que estamos perdendo.

Veredito

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