Dentro da Ford, o nome Maverick já foi aplicado a um cupê compacto, a um sedã, a dois SUVs e até a um jipe raiz. Agora, ele estreia em uma picape - mas, ao contrário do que ocorreu quando era um SUV, esta Ford Maverick não deverá desembarcar na Europa.
Apresentada em 8 de junho, a nova Ford Maverick virou assunto “do outro lado” do Atlântico por dois motivos principais: além de ser a menor picape da marca, ela utiliza uma arquitetura monobloco com tração dianteira, a mesma base empregada pelo Bronco Sport.
Por que a Ford Maverick não será vendida na Europa
Abaixo da Ranger na gama e menor do que ela, seria fácil imaginar a Ford aproveitando o porte mais contido da Maverick para oferecê-la no mercado europeu. No entanto, como aponta a Automotive News Europe, isso aparentemente não vai acontecer.
Mesmo sem uma explicação oficial, a hipótese mais provável tem a ver com o desempenho fraco do segmento de picapes na Europa. Com a demanda reduzida por esse tipo de veículo, colocar duas opções no mesmo nicho poderia “canibalizar” a Ranger - modelo que somou 43 000 unidades vendidas no “Velho Continente” em 2020.
O que “perdemos”
Ainda que a Maverick não seja vendida por aqui, nada impede de conhecer melhor algumas soluções e números da picape mais recente da Ford.
Dimensões e proposta interna da Ford Maverick
Em medidas, ela tem 5,07 m de comprimento, 1,84 m de largura e 1,74 m de altura - na prática, fica só um pouco maior do que um Kuga. Por dentro, o desenho aposta em linhas retas, um ar versátil e muitos porta-objetos.
Um destaque é a possibilidade de os proprietários recorrerem à impressão 3D para criar acessórios que se encaixam na parte traseira do console central.
Sistema FITS e acessórios em impressão 3D
Isso é possível graças ao FITS (Ford Integrated Tether System), que basicamente consiste em um slot atrás do console central, pensado para receber diferentes tipos de acessórios. Para facilitar a criação dessas peças, a Ford também pretende disponibilizar a geometria do slot.
Motores da Ford Maverick: gasolina e híbrido
Na parte mecânica, a picape - que tem como concorrentes modelos como a Hyundai Santa Cruz - é oferecida com duas alternativas: uma a gasolina e outra híbrida.
A versão a gasolina usa um 2.0 EcoBoost com 250 cv e 376 Nm, enviados de série às rodas dianteiras ou, opcionalmente, às quatro rodas, sempre por meio de um câmbio automático de oito marchas.
Já a opção híbrida “casa” um 2.5 l de quatro cilindros com 162 cv e 210 Nm, operando no ciclo Atkinson, com um motor elétrico de 126 cv e 235 Nm. No total, são 193 cv de potência máxima combinada. Essa configuração é somente com tração dianteira e vem acompanhada de uma transmissão CVT.
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