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No e-208 elétrico, a Peugeot traz de volta a sigla GTi

Carro compacto esportivo amarelo Peugeot E-208 GTI em showroom com janelas amplas e vista urbana ao fundo.

Para quem cresceu a ouvir falar (ou a sonhar) com os hot hatch dos anos 80 e 90, há siglas que não perdem força com o tempo - e GTi é uma delas. A Volkswagen nunca deixou a etiqueta morrer e, agora, a Peugeot prepara-se para a trazer de volta ao centro das atenções.

Vale lembrar que a última vez que a Peugeot teve um GTI foi com a geração anterior do 308, que saiu de cena em 2021.

No lugar, a ideia era a sigla PSE (Peugeot Sport Engineering) assumir o protagonismo, mas o resultado prático dessa escolha acabou por ser apenas o híbrido plug-in 508 PSE.

Agora, Alain Favey, o novo diretor-executivo da marca, confirmou hoje à imprensa o regresso desta sigla histórica, dizendo que quer “cultivar a reputação da marca pelas sensações de condução”.

GTI regressa, mas com uma ressalva…

Favey diz que este novo modelo será lançado “o mais rapidamente possível”. Mas, com calma: há aqui um catch, uma ressalva - e nem tudo são… octanas.

O retorno da mítica designação à Peugeot vai acontecer com o 208, mais especificamente numa variante 100% elétrica do modelo atual. A revelação deverá acontecer já no próximo verão.

“Decidimos que o GTi vai regressar com o e-208. É um sinal claro do nosso desejo de nos reconectarmos com a nossa história e com o nosso envolvimento no desporto motorizado.”

Alain Favey, CEO da Peugeot

Por enquanto, Favey não confirmou se o e-208 GTi será um caso isolado ou o primeiro de vários modelos. E admitiu que o futuro da sigla vai depender da receção do público. “Vamos começar com o e-208 e escutar o que os nossos clientes têm a dizer. Não excluímos outras versões (ndr: incluindo combustão), mas, por agora, não há mais nada planeado”, explicou.

O que já sabemos

Os “ingredientes” deste novo Peugeot e-208 GTi devem ser muito próximos dos que já conhecemos no Abarth 600e ou no Alfa Romeo Junior Veloce.

Ou seja: o e-208 GTI deverá trazer um motor elétrico com 240 cv ou 280 cv, um diferencial autoblocante e um chassis «à medida».

É verdade que, para muita gente, o facto deste Peugeot GTI ser elétrico pode soar como uma desilusão. Ainda assim, os italianos mostraram que dá para fazer elétricos genuinamente divertidos de conduzir:

Em prestações, no Abarth 600e, a aceleração de 0 a 100 km/h acontece em cerca de seis segundos. Mas como o e-208 é mais compacto e pode ser mais leve - o 600e pesa 1625 kg -, é plausível que este novo Peugeot e-208 GTi consiga baixar esse tempo.

Ao que tudo indica, o novo Alpine A290 - que já testámos em vídeo - acaba de ganhar no Peugeot e-208 GTI um dos seus rivais mais fortes.

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