Conjunto mecânico híbrido plug-in do Octavia vRS iV
Um Octavia vRS híbrido plug-in? Sério isso…
Na verdade, faz todo o sentido. Os híbridos plug-in estão por toda parte, enquanto o diesel vai perdendo espaço e a eletrificação total já aparece no horizonte. E o Grupo VW, com o seu “kit” MQB pronto para plug-in, está a aproveitar essa onda ao máximo. Nos plug-ins mais apimentados (Cupra Leon eHybrid, VW Golf GTE… e agora este), a receita é a mesma: um 1.4 a gasolina de 148bhp somado a um motor elétrico de 113bhp, totalizando 242bhp e 295lb ft de torque (cerca de 400 Nm) - números que combinam com o emblema mais ardido da Skoda. Aliás, este é, sem exagero, o vRS mais potente já feito.
Peso, preço e o dilema dentro da gama Octavia
Mas deve ser bem pesadão.
É. Por causa da bateria de 12.8kWh, do motor elétrico e de todo o hardware associado, o ‘iV’ fica quase 200kg mais pesado do que o vRS a gasolina de 242bhp. E, por £35,020 na carroceria hatch que testámos aqui (a perua - que é a que você realmente quer - sai por mais £1,200), ele custa £3,500 a mais do que o modelo a gasolina. De quebra, a perua perde 150 litros de porta-malas, a altura livre do solo sobe 15mm (o visual fica… esquisito) e não há qualquer melhoria de chassis em relação ao Octavia iV “normal”.
Aí aparece um dilema grande, e quase todo comprador vai esbarrar nele. Se a ideia é comprar este carro para escapar do Leão (leia-se: pagar menos imposto), o iV comum - mais barato - costuma encaixar numa faixa tributária mais baixa, não piora a dirigibilidade e ainda oferece saudáveis 201bhp para brincar. Mas se o motivo é o prazer de andar forte, o vRS a gasolina, mais barato, mais leve e mais rápido, tende a agradar muito mais.
Ao volante: desempenho e comportamento
Você está a fazer um ótimo trabalho em me fazer desistir. Como ele anda?
Surpreendentemente bem. A transição entre combustão e eletricidade é suave, sem trancos; a resposta do acelerador é rápida; e a aceleração fica naquele ponto “família”, mas já do lado de cá do que dá para chamar de realmente rápido. Carregue a bateria e a autonomia oficial em modo 100% elétrico é de 38 milhas (cerca de 61 km), embora, no mundo real, seja mais seguro contar com 20 milhas (aprox. 32 km) se você dirigir como uma pessoa normal. Ainda assim, é mais do que suficiente para desfilar com aquela satisfação extra no trajeto escola/supermercado.
E nas tais coisinhas engraçadas e curvadas… as curvas?
O nosso carro de teste vinha com os amortecedores adaptativos do controle dinâmico de chassis, opcionais (£925). Eles até reduzem a rolagem da carroceria, mas não o bastante para que isto pareça um carro de performance para quem gosta de guiar com vontade. Se você forçar de verdade numa curva, os pneus dianteiros começam a raspar e “procurar” aderência sem muito sucesso. No fim, o que existe aqui é um carro de família: suspensão macia, construção sólida, bom pacote de equipamentos e aparência atraente, com um bom fôlego - que, na prática, será mais usado nas alças de acesso de rodovias para fazer as crianças rirem no banco de trás.
Veredito, nota e ficha técnica
Veredito?
Visto isoladamente, é um carro rápido, espaçoso e bonito. Dá para economizar muito no imposto de carro de empresa e, quem sabe, os seus filhos até achem você descolado… mas, olhando para a nova gama Octavia como um todo, ele não é exatamente a escolha mais lógica.
Nota: 6/10
Especificações: £35,020 (Hatch), 1.4T 4cyl + emotor, 242bhp, 6spd DSG, 0-62mph in 7.3 seconds, 176.6mpg, 36g/km
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