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Contratos e prazos de entrada em operação
O Ministério da Defesa do Japão informou em 6 de outubro de 2025 que assinou um contrato com a Mitsubishi Heavy Industries para iniciar a produção em série de dois novos sistemas de mísseis voltados a reforçar a chamada “capacidade de defesa de longo alcance” (“stand-off defense capability”). O pacote inclui uma versão para lançamento a partir dos submarinos da classe Taigei e, também, uma variante naval aprimorada do míssil antinavio Tipo 12.
Conforme a nota oficial, o contrato relativo ao míssil disparado por tubos lança-torpedos soma cerca de 2.900 milhões de ienes (aproximadamente USD 19 milhões). Já o acordo ligado ao Tipo 12 para lançamento por navios chega a 25.000 milhões de ienes (USD 164,2 milhões). O Ministério afirmou que este último sistema deve começar a operar no ano fiscal de 2027, enquanto a data de entrada em serviço do modelo destinado a submarinos ainda não foi divulgada.
Mísseis “stand-off”: Tipo 12 e a versão para submarinos classe Taigei
O objetivo dessas novas versões é acelerar a incorporação de mísseis nacionais de longo alcance capazes de engajar alvos a partir de posições fora do alcance das forças adversárias. “Continuaremos promovendo a aquisição de diversos mísseis stand-off e trabalhando para a rápida construção dessa capacidade defensiva”, declarou o Ministério da Defesa no comunicado.
A medida faz parte de uma linha de ação mais ampla, voltada a impedir ou neutralizar possíveis incursões a longa distância e, com isso, ampliar a capacidade de dissuasão do Japão. Esses mísseis se somam a outros sistemas em desenvolvimento, incluindo a versão terrestre aprimorada do Tipo 12 e o míssil hipersônico de planagem rápida destinado à defesa de ilhas remotas.
O novo míssil Tipo 12, apresentado oficialmente durante os exercícios Poder de Fogo Fuji 2025, na província de Shizuoka, alcança até 1.200 quilômetros - um salto expressivo em relação às versões anteriores, cujo alcance era de cerca de 200 quilômetros. Além disso, ele incorpora características de baixa observabilidade que tornam sua detecção mais difícil. A versão terrestre, montada em um veículo de oito rodas, foi concebida principalmente para responder às atividades navais da China na região.
Segundo as autoridades japonesas, as variantes naval e submarina do míssil devem estar prontas por volta de 2026, enquanto uma versão ar-superfície está prevista para 2028. Com a adoção desses vetores, os submarinos de ataque da classe Taigei passarão a dispor de uma capacidade de projeção consideravelmente maior, reforçando o Japão como um dos países com maior desenvolvimento tecnológico em sistemas de defesa marítima no contexto do Indo-Pacífico.
Frota de submarinos classe Taigei segue em expansão
Em paralelo a esses programas, a Força Marítima de Autodefesa continua ampliando sua frota de submarinos de ataque da classe Taigei. Em março deste ano, a força incorporou oficialmente sua quarta unidade, o JS Raigei (SS 516), em uma cerimônia no estaleiro da Kawasaki Heavy Industries, na cidade de Kobe. O navio foi designado para a 1ª Divisão de Submarinos da 1ª Flotilha de Submarinos, sediada em Kure, província de Hiroshima. O Raigei havia sido lançado ao mar em outubro de 2023 e, desde então, passou por testes de navegação e de sistemas antes de entrar em serviço.
A classe Taigei, de propulsão convencional, representa a geração mais recente de submarinos japoneses. Prevista inicialmente com cinco unidades, sua produção foi estendida para um segundo lote, com a finalidade de fortalecer as capacidades do país em guerra submarina.
Imagens meramente ilustrativas.
A equipe editorial busca incorporar um correspondente na Espanha e no México
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