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A Força Aérea dos Estados Unidos está se movimentando para ampliar a aquisição do Boeing E-7 Wedgetail, aeronave de alerta aéreo antecipado e controle (AEW&C), enquanto se prepara para aposentar sua frota envelhecida de E-3 Sentry. A mudança ocorre em meio a uma urgência renovada para modernizar as capacidades de gerenciamento de batalha no ar, com oficiais de alto escalão confirmando planos para aumentar, já no próximo ciclo fiscal, o total de E-7 encomendados.
Meta de frota: Força Aérea dos Estados Unidos quer 12 Boeing E-7 Wedgetail
Em depoimento a parlamentares norte-americanos, a liderança da Força Aérea indicou que o serviço pretende chegar a uma frota total de 12 aeronaves E-7 Wedgetail até o próximo ano fiscal. O tenente-general David H. Tabor explicou que um lote adicional de compra está sendo preparado por meio de um processo de emenda orçamentária que ainda passa por análise.
Pelos termos da proposta apresentada pelo general Christopher J. Niemi, a Força Aérea pretende acrescentar cinco aeronaves E-7 Wedgetail ao pedido de aquisição do ano fiscal FY2027. Essa alteração dependeria de aprovação do Congresso, por meio de uma emenda formal. Se aprovada, a incorporação se somaria a cinco unidades adicionais já inseridas no ciclo do orçamento do FY2026, além de duas aeronaves vinculadas à estrutura original do programa MTA.
Emenda orçamentária e justificativa no Congresso
Na mesma audiência, o tenente-general Tabor afirmou: “O E-7 não foi originalmente incluído na proposta de aquisição para o ano fiscal FY2027. Recentemente, temos trabalhado com o Escritório do Secretário de Guerra (OSW) para encaminhar essa emenda orçamentária ao OMB, a fim de incluir financiamento para o ano fiscal FY2027 para a aquisição de 5 aeronaves E-7 adicionais.” O general Niemi acrescentou que o impulso está ligado a um ambiente de ameaças em rápida evolução, embora tenha evitado apresentar detalhes por envolverem informações classificadas.
O aumento do apoio institucional ao E-7 Wedgetail também foi reforçado pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, que descreveu a plataforma como uma solução central para lacunas atuais na capacidade norte-americana de alerta aéreo antecipado. Ele também sugeriu que o Departamento de Defesa avalia diferentes caminhos de financiamento, incluindo a possibilidade de reformar células de protótipos para acelerar a entrega de aeronaves adicionais. Trata-se de uma mudança relevante de postura, já que Hegseth havia demonstrado anteriormente reservas quanto à eficácia do avião em ambientes operacionais modernos.
Debate internacional, OTAN e o contexto da substituição do E-3 Sentry
No cenário internacional, o programa do E-7 também foi alvo de questionamentos fora dos Estados Unidos, e essas preocupações contribuíram para a OTAN suspender seus próprios planos de compra da aeronave. Como reportamos em novembro passado, a ministra da Defesa dos Países Baixos já havia argumentado que as justificativas financeiras e estratégicas para escolher a plataforma construída pela Boeing - como substituta do E-3 Sentry - haviam se enfraquecido, posição que, segundo relatos, é compartilhada por diversos ministérios de defesa aliados.
Apesar das discussões, o E-3 Sentry segue empregado em operações norte-americanas mesmo com a aproximação de sua retirada de serviço. Durante a Operação Epic Fury, que envolveu ataques contra o Irã, um E-3 teria se tornado um ponto de atenção após ser danificado em um ataque iraniano à Base Aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita, com imagens circulando e mostrando uma aeronave severamente avariada no solo após uma incursão aérea.
Com apenas 16 aeronaves E-3 Sentry ainda operacionais, o esforço acelerado da Força Aérea em direção ao E-7 Wedgetail evidencia a urgência de manter capacidades de vigilância aérea e de comando à medida que as plataformas legadas se aproximam do fim de sua vida útil.
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