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Força Aérea dos EUA planeja ampliar a produção de mais de 11.000 mísseis JASSM e LRASM

Técnico inspecionando míssil branco com a sigla USAF em oficina da Lockheed Martin.
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A indústria de defesa dos EUA avança com um novo plano para ampliar a fabricação de mais de 11.000 mísseis de cruzeiro JASSM e LRASM, dois dos principais vetores de ataque de longo alcance do arsenal norte-americano. A proposta, conduzida pela Força Aérea dos EUA (USAF), prevê manter o ritmo de aumento da produção por um período de cinco a sete anos, buscando reforçar tanto as capacidades internas quanto os compromissos assumidos com países aliados.

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A Força Aérea dos EUA amplia a produção de mísseis JASSM e LRASM

O Departamento de Guerra dos EUA, por meio da Força Aérea, do Air Force Materiel Command (AFMC) e do Air Force Life Cycle Management Center (AFLCMC), comunicou que elevará os volumes de produção dos mísseis Joint Air-to-Surface Standoff Missile (JASSM) e Long Range Anti-Ship Missile (LRASM). O planejamento abrange os lotes 27 a 33 do JASSM e os lotes 13 a 19 do LRASM, totalizando até 11.200 mísseis em diferentes variantes e configurações.

Além das armas em si, o escopo inclui contêineres de transporte, interfaces de integração entre o míssil e a aeronave, softwares de planejamento de missão, módulos de manutenção, simuladores, kits de telemetria, software de imagem voltado a alvos de precisão e documentação técnica. Também entram no pacote ações de sustentação e modernização, gestão de obsolescência, integração com aeronaves, reparos fora de garantia, infraestrutura de manutenção e suporte logístico ao longo de todo o ciclo de vida dos dois sistemas.

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Lockheed Martin continuará como fabricante exclusivo

O Departamento de Guerra informou que a execução do programa seguirá por meio de uma contratação direta com a Lockheed Martin Missiles and Fire Control (LMMFC), em Orlando, Flórida, e com a Lockheed Martin Rotary and Mission Systems (LM RMS), sediada em Mount Laurel, Nova Jersey. O argumento é que essas duas unidades seriam as únicas com a infraestrutura industrial, a capacitação técnica e o conhecimento necessários para sustentar a produção seriada desses sistemas de armas.

Autoridades norte-americanas acrescentaram que não há um pacote de dados técnicos pertencente ao Governo que possibilite transferir a fabricação para outro fornecedor. Também destacaram que o desenvolvimento do software de missão do JASSM e do LRASM utiliza componentes especializados que apenas a LM RMS consegue fornecer, enquanto a infraestrutura e os equipamentos específicos empregados pela LMMFC permanecem comprometidos em contratos atualmente em vigor.

O plano prevê ainda o fortalecimento da capacidade de reparo de mísseis e de componentes reutilizáveis, além da manutenção das duas unidades de produção já em operação, identificadas como P-14 e P-72. Conforme o cronograma indicado, as primeiras entregas desse novo programa devem começar cerca de 27 meses após a adjudicação do contrato, desde que sejam concluídas as etapas de prontidão industrial e de fabricação.

Uma expansão respaldada por investimentos prévios

A decisão de ampliar a produção ocorre poucos meses depois de a Lockheed Martin divulgar um acordo com o estado do Alabama para reforçar sua capacidade industrial voltada à fabricação de mísseis. Em março, a empresa anunciou um investimento de 150 milhões de dólares a ser executado ao longo de cinco anos, com o objetivo de elevar a produção de sistemas como THAAD, Javelin, Hellfire, JASSM e LRASM em suas instalações no condado de Pike.

Esse complexo industrial, em operação desde 1994, emprega mais de 800 pessoas e ocupa uma área superior a 1.500 hectares. Além de produzir diferentes tipos de mísseis, a unidade fornece suporte de hardware para sistemas já incorporados ao inventário das Forças Armadas dos EUA - capacidade que agora também dará base ao novo programa voltado a aumentar de forma significativa a produção dos mísseis de cruzeiro JASSM e LRASM.

Imagens meramente ilustrativas.


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