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São Paulo tem 11 das 20 cidades com melhor qualidade de vida no Índice de Progresso Social (IPS) 2026, do Instituto Imazon

Pessoas sentadas e atividades ao ar livre em parque urbano com ciclovia e pista de corrida ao entardecer.

O estado de São Paulo aparece com 11 das 20 cidades de melhor qualidade de vida do Brasil, de acordo com o Índice de Progresso Social (IPS) 2026, produzido pelo Instituto Imazon. O estudo analisou os 5.570 municípios brasileiros a partir de 57 indicadores sociais e ambientais, reunindo bases públicas como DataSUS, IBGE, Inep e MapBiomas.

No topo do ranking está Gavião Peixoto, cidade com 4,8 mil habitantes a 307 quilômetros da capital paulista, que alcançou 73,10 pontos em uma escala de 0 a 100. Na sequência vêm Jundiaí, com 71,80, e Osvaldo Cruz, com 71,76 - ambas em São Paulo. A força paulista no levantamento se consolida pelo fato de o estado responder por mais da metade das cidades presentes entre as 20 primeiras.

Parte da notoriedade de Gavião Peixoto está ligada ao polo aeronáutico local. Em 2001, a Embraer - terceira maior fabricante de aviões do mundo - instalou no município a sua unidade de negócios militares.

Entre as capitais, a liderança fica com Curitiba (PR), que soma 71,29 pontos. Na sequência aparecem Brasília (DF) e São Paulo (SP), seguidas por Campo Grande (MS) e Belo Horizonte (MG). No grupo com piores desempenhos entre as capitais, figuram Macapá (AP) e Porto Velho (RO).

Desigualdade regional

O ranking elaborado pelo Instituto Imazon deixa evidente a disparidade entre as regiões do país. Das 20 cidades mais bem colocadas, 19 estão no Sul e no Sudeste. No extremo oposto, entre as 20 últimas, 17 pertencem à região Norte - sendo 10 no Pará. As demais se espalham por Mato Grosso do Sul, Maranhão e Minas Gerais.

Uiramutã, em Roraima, volta a ocupar a última colocação, com 42,44 pontos, repetindo o resultado do ano anterior. Jacareacanga (PA), Alto Alegre (RR) e Portel (PA) também aparecem entre os piores desempenhos.

No recorte geral, o Pará reúne 12 municípios entre os últimos colocados, reforçando o contraste regional indicado pelo levantamento.

Na comparação entre 2025 e 2026, 754 municípios passaram a integrar grupos de melhor desempenho. Ao mesmo tempo, a quantidade de cidades nas faixas inferiores diminuiu em 500 municípios, sinalizando mudanças relevantes na distribuição do progresso social no Brasil.

O agrupamento de melhores resultados reúne a maior parte das capitais e uma parcela expressiva dos municípios mais populosos, com mais de 200 mil habitantes. Já entre os piores desempenhos, predominam cidades com baixa densidade demográfica e mais afastadas dos grandes centros urbanos.

Ranking por estados

O IPS também calculou o desempenho médio das unidades da federação. O Distrito Federal ocupa o 1º lugar, seguido por São Paulo e Santa Catarina. Na outra ponta, os resultados mais baixos se concentram no Norte e no Nordeste: o Acre aparece em 25º, o Maranhão em 26º e o Pará em 27º.

Ao olhar por regiões geográficas, o Distrito Federal lidera no Centro-Oeste, São Paulo no Sudeste e Santa Catarina no Sul. No Nordeste, a Paraíba se destaca, enquanto o Tocantins apresenta o melhor desempenho entre os estados da região Norte.

O que o IPS Brasil 2026 avalia?

O Progresso Social, segundo o Social Progress Imperative, corresponde à capacidade de uma sociedade de suprir necessidades humanas básicas, assegurar qualidade de vida e expandir oportunidades para que todas as pessoas possam desenvolver seu potencial.

A partir dessa definição, o IPS Brasil 2026 é construído com base em 57 indicadores sociais e ambientais, distribuídos em três dimensões: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades.

As 20 melhores cidades do Brasil

  1. Gavião Peixoto (SP) - 73,10
  2. Jundiaí (SP) - 71,80
  3. Osvaldo Cruz (SP) - 71,76
  4. Pompéia (SP) - 71,76
  5. Curitiba (PR) - 71,29
  6. Nova Lima (MG) - 71,22
  7. Gabriel Monteiro (SP) - 71,16
  8. Cornélio Procópio (PR) - 71,16
  9. Luzerna (SC) - 71,10
  10. Itupeva (SP) - 71,08
  11. Rafard (SP) - 71,08
  12. Presidente Lucena (RS) - 71,05
  13. Adamantina (SP) - 70,97
  14. Maringá (PR) - 70,87
  15. Alto Alegre (RS) - 70,86
  16. Ribeirão Preto (SP) - 70,80
  17. Brasília (DF) - 70,73
  18. Barra Bonita (SP) - 70,71
  19. Araraquara (SP) - 70,70
  20. Águas de São Pedro (SP) - 70,66

As 20 cidades com pontuações mais baixas no IPS Brasil 2026

  1. Uiramutã (RR) - 42,44
  2. Jacareacanga (PA) - 44,32
  3. Alto Alegre (RR) - 44,72
  4. Portel (PA) - 45,38
  5. Amajari (RR) - 45,58
  6. Pacajá (PA) - 45,87
  7. Anapu (PA) - 45,91
  8. Japurá (AM) - 46,37
  9. Santa Rosa do Purus (AC) - 46,39
  10. Uruará (PA) - 46,43
  11. Trairão (PA) - 47,23
  12. Bannach (PA) - 47,23
  13. São Félix do Xingu (PA) - 47,28
  14. Recursõlandia (TO) - 47,30
  15. Cumaru do Norte (PA) - 47,53
  16. Peritoró (MA) - 47,57
  17. Oeiras do Pará (PA) - 47,63
  18. Ladainha (MG) - 47,58
  19. Anajás (PA) - 47,62
  20. Paraíso (TO) - 47,63

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