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Radares AESA em F-15E Strike Eagle e F-16C Fighting Falcon foram decisivos contra drones iranianos em 13 de abril

Aviões de caça em voo ao pôr do sol com painel de controle eletrônico em destaque.

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Os radares AESA instalados nos caças-bombardeiros F-15E Strike Eagle e F-16C Fighting Falcon, da Força Aérea dos EUA, tiveram papel central na interceptação de drones iranianos durante o grande ataque lançado por Teerã contra Israel à meia-noite de 13 de abril deste ano. Naquela noite, a aviação de combate compôs uma das camadas defensivas contra a ofensiva iraniana, que combinou drones, mísseis balísticos e mísseis de cruzeiro.

Um relatório recente de Aaron Stein, publicado pelo Foreign Policy Research Institute (FPRI), examinou a relevância dos radares AESA e também algumas das táticas adotadas na defesa de Israel e de posições norte-americanas no Oriente Médio. A avaliação das ações da Força Aérea dos EUA - junto às de Israel e de países aliados - destaca pontos decisivos das operações de 13 de abril, com ênfase no desempenho dos F-15E e F-16C.

Integração de sensores: radar AESA e pod Sniper

Segundo o autor, “...a combinação do AESA com o pod Sniper permitiu tanto a detecção quanto a confirmação visual, para garantir que o alvo era de fato um drone e não um veículo na estrada...”. Essa dupla de sensores foi empregada de forma ampla pelos F-15E e F-16C norte-americanos ao longo das horas de defesa contra os drones iranianos.

A integração foi reforçada pelo pod Sniper, da Lockheed Martin, um sistema eletro-óptico que, além de permitir a iluminação do alvo, também pode ser utilizado para detectar e acompanhar diferentes tipos de contatos. Em 13 de abril, ele foi usado para a identificação positiva dos drones, já que os UAVs de ataque iranianos, por voarem devagar e baixo, podiam ser confundidos com veículos em rodovias.

Essa necessidade de confirmação foi corroborada por um piloto de F-15E em entrevista à Air & Space Forces Magazine meses atrás. Ele relatou: “...Recebemos um sinal no radar, e outro, e outro, e outro... No começo, não estava claro o que eram aqueles contatos. Para confirmar que eram mísseis no ar e não veículos no solo, Hester ativou o sistema de designação ar-solo da aeronave para uma confirmação visual...”.

Modernização dos F-15E Strike Eagle e F-16C Fighting Falcon com radares AESA

Vale lembrar que tanto o F-15E quanto o F-16C passaram por modernizações que incluíram radares AESA. No Strike Eagle, o Programa de Modernização de Radares começou há mais de uma década, trocando o AN/APG-70 de varredura mecânica pelo AN/APG-82(V)1, mais capaz.

No caso do Fighting Falcon, as melhorias também alcançam os sistemas de detecção, com a substituição do AN/APG-68 pelo radar AESA SABR AN/APG-83.

Estabelecimento de corredores aéreos e zonas de abate

Diante da possibilidade de um ataque iraniano, os planejadores da Força Aérea dos EUA “...deduziram corretamente que o Irã levaria os drones pelo Iraque e pelo ponto de tríplice fronteira com a Síria e a Jordânia. Essa avaliação se baseou na lógica e em práticas iranianas anteriores...”, explicou Aaron Stein em sua análise.

Ainda assim, o autor ressalta que a estratégia iraniana trouxe ajustes para ampliar os vetores de aproximação dos drones - por exemplo, a partir das Colinas de Golã (via Arábia Saudita) ou pelo Mediterrâneo, antes da conversão em direção a Israel. “...O espaço aéreo a ser defendido era imenso: um eixo de ameaça em 360 graus. Para cobrir essa grande área, os EUA estabeleceram três corredores: Norte, Central e Sul, ao longo das rotas de aproximação previstas dos drones atacantes...”, esclarece Stein.

Cada corredor foi transformado em uma “zona de abate”, com patrulhas aéreas de combate designadas para cada uma. O plano consistiu em atribuir formações de quatro caças a cada corredor. Conforme detalhado no artigo, os corredores Norte e Central ficaram sob responsabilidade dos F-15 Strike Eagles, enquanto os F-16C Fighting Falcons cobriram o corredor Sul.

Além dos radares AESA e dos pods Sniper, os caças-bombardeiros norte-americanos decolaram armados com uma combinação de mísseis AIM-9M/X Sidewinder e AIM-120 AMRAAM: oito por F-15E e seis por F-16.

Contra as “enxames” de drones iranianos, o autor observa que os defensores em F-15E e F-16 gastaram todos os seus mísseis em 20 minutos. Depois de esgotada a munição, as aeronaves passaram a retransmitir dados de mira para outras plataformas de apoio, a fim de sustentar o ciclo de interceptação e derrubada. Ao todo, a aviação de combate dos EUA abateu aproximadamente 80 alvos aéreos naquela noite, incluindo mísseis e drones.

Lições de 13 de abril: como enfrentar drones a baixo custo

As missões aéreas de 13 de abril deixaram inúmeras lições para a Força Aérea dos EUA, inclusive a necessidade de buscar alternativas para neutralizar drones - já que o custo e a capacidade de recomposição de mísseis ar-ar representam uma desvantagem relevante diante de veículos aéreos não tripulados de baixo custo.

Uma das soluções apontadas foi a adoção de foguetes APKWS guiados a laser, um armamento que, além de mais econômico, amplia consideravelmente a capacidade de combate pelo volume de projéteis que um caça-bombardeiro consegue transportar.

Imagem de capa ilustrativa. Créditos: USAF – Staff Sgt. Jackson Manske

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