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Visita ao USS Harry S. Truman (CVN-75) em Norfolk
Durante a cobertura da cerimônia de encerramento do Exercício Multinacional UNITAS 2025 (LXVI), realizada na Estação Naval de Norfolk, na Virgínia, a Zona Militar teve a oportunidade de embarcar no porta-aviões nuclear USS Harry S. Truman (CVN-75), um dos principais navios-capitânia da Marinha dos Estados Unidos (US Navy). Do convés de voo, que impressiona pelas dimensões, até os sistemas complexos que sustentam o seu núcleo operacional, o Harry S. Truman permanece como um dos símbolos mais marcantes do poder marítimo norte-americano - base da presença e da capacidade de projeção dos EUA no Atlântico e também em qualquer outro teatro que exija seu emprego.
Retorno após operações na Europa e no Oriente Médio
No momento, o porta-aviões está atracado em seu porto-base na Estação Naval de Norfolk, após regressar aos Estados Unidos em junho de 2025, ao fim de oito meses de operações na Europa e no Oriente Médio. Nesse período, participou ativamente de missões de segurança marítima, patrulhas no Mediterrâneo e ações no Mar Vermelho, em resposta a ataques de rebeldes houthis contra o transporte marítimo comercial. A volta ao país encerrou uma das campanhas operacionais mais intensas do seu grupo de ataque de porta-aviões nos últimos anos.
UNITAS 2025, PhotoEx e cerimônia dos 250 anos da US Navy
Durante o Exercício Multinacional UNITAS 2025, o USS Harry S. Truman voltou a ser deslocado temporariamente para integrar manobras navais combinadas ao lado de dezoito navios e dois submarinos de nações aliadas. A participação do porta-aviões na fase PhotoEx reforçou o compromisso de Washington com a cooperação marítima no hemisfério, ao contribuir com meios aéreos embarcados e pessoal especializado para a coordenação de atividades multinacionais.
Na véspera do encerramento do exercício, o USS Harry S. Truman também sediou uma cerimônia comemorativa pelos 250 anos da Marinha dos Estados Unidos, reunindo altas lideranças navais e veteranos. Um ponto de destaque do evento foi a presença do Presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump.
Capacidades do Nimitz e composição do CVW-1
Construído pela Newport News Shipbuilding e incorporado em 1998, o USS Harry S. Truman integra a classe Nimitz e conta com dois reatores nucleares, o que lhe permite operar por mais de duas décadas sem necessidade de reabastecimento de combustível. A sua ala aérea embarcada, a Carrier Air Wing 1 (CVW-1), reúne esquadrões de caças F/A-18E/F Super Hornet e F-35C, aeronaves de alerta antecipado E-2D Hawkeye e helicópteros MH-60 Seahawk - garantindo capacidades ofensivas, defensivas e de reconhecimento de longo alcance.
Próximos passos: Refueling and Complex Overhaul (RCOH)
Quanto ao futuro imediato do Truman, está programada a realização de um Refueling and Complex Overhaul (RCOH) - uma grande docagem e modernização em que os dois reatores nucleares serão reabastecidos - além de um amplo pacote de manutenção e atualizações. Em janeiro de 2024, foi firmado com a Newport News Shipbuilding um contrato de planejamento antecipado de $913 million, destinado a engenharia, projeto, aquisição de materiais e trabalhos preparatórios antes da chegada do navio para reparos estruturais e modernização de sistemas.
Na sequência, esse esforço recebeu em 2025 uma modificação contratual adicional de $276.1 million para assegurar a disponibilidade de materiais e componentes críticos, com conclusão estimada para setembro de 2026. De acordo com fontes abertas, o reabastecimento dos reatores deve começar em 2026, o que implica que o porta-aviões ficará indisponível por um período prolongado, como parte de sua renovação operacional de meia-vida.
Esse processo não apenas ampliará a vida útil do Truman por várias décadas, como também criará a oportunidade de atualizar seus sistemas de combate, eletrônicos e de apoio, preservando o navio como um pilar do poder naval norte-americano no século 21.
A partir de Norfolk, onde atravessa uma etapa de manutenção e de treinamento da tripulação, o Truman segue se preparando para futuras missões no Atlântico e no Mediterrâneo Oriental.
Texto original escrito em espanhol por Maria Victoria Pierucci
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