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# Matt Mikka coloca três motores a jato no Tesla Model S P85D e desafia o Model S Plaid

Carro esportivo preto Tesla Model S em showroom branco com outro carro vermelho ao fundo.

Elon Musk, Roadster e o “SpaceX Option Package”

Em 2018, Elon Musk contou ao público que o novo Tesla Roadster poderia, eventualmente, receber um conjunto de foguetes propulsores. A ideia faria parte do chamado “SpaceX Option Package”, numa referência direta à sua empresa do setor espacial.

O problema é que, quatro anos depois, o Roadster prometido continua sem dar as caras - e o lançamento já foi empurrado para frente em várias ocasiões.

A modificação de Matt Mikka no Tesla Model S P85D

Sem paciência para ficar só esperando, Matt Mikka, do canal do YouTube Warped Perception, decidiu levar o conceito às próprias mãos e resolveu o assunto do jeito dele: instalou três motores a jato na traseira do seu Tesla Model S.

Isso mesmo. Inspirado na promessa feita por Musk, Mikka equipou o seu Model S P85D com três pequenos reatores para entender, na prática, quanto isso poderia elevar o desempenho do elétrico.

Os três reatores - pensados originalmente para aplicações de aeromodelismo - foram fixados em um suporte montado na parte de trás do Model S. O controle fica por conta de vários comandos instalados no console central, que acaba lembrando mais a instrumentação de um avião do que o interior típico de um carro.

A partir dali, Matt ajusta potência e empuxo, e o Model S chega a se mover usando apenas a propulsão desses motores a jato. Em rodovia, por exemplo, ele consegue manter velocidades próximas de 100 km/h apoiado neles (com apenas dois em funcionamento). Só que o consumo de combustível impede qualquer ideia de “viagem longa”.

Ainda assim, essa nem de longe era a maior preocupação de Matt. O objetivo central era descobrir se a modificação seria capaz de melhorar o tempo de aceleração de 0 a 96 km/h (60 milhas por hora), como os foguetes que Musk pretende adicionar ao futuro Roadster.

Teste de aceleração e duelo com o Model S Plaid

E melhora mesmo. No modo puramente elétrico, o Model S P85D dele leva 4,38s para completar esse sprint. Já com eletricidade somada aos três reatores, o tempo baixa para 3,32s.

Mas como isso fica na comparação com o Tesla de produção mais rápido já feito, o Model S Plaid? Para tirar a dúvida, só havia um caminho: colocar os dois lado a lado e correr.

Não vamos estragar a surpresa - o ideal é assistir ao vídeo mencionado. Se você já viu, aí sim é “seguro” seguir.

Nas duas primeiras disputas, a bateria do Model S Plaid ainda não estava quente o suficiente para permitir a ativação do modo Drag Strip. E isso apareceu no resultado: o P85D acabou levando a melhor.

No arranque, aliás, fica bem claro que o P85D equipado com os três motores a jato larga mais rápido. Porém, na terceira corrida, com o modo Drag Strip já funcionando, o Model S Plaid venceu com folga, fazendo valer os seus 1020 cv - cerca de 300 cv a mais do que este P85D modificado entrega.

Na quarta tentativa, o P85D voltou a sair como um foguete (literalmente) e ganhou com facilidade, enquanto o Plaid mostrou alguma dificuldade de tração na largada. Já na quinta, deu Plaid sem sustos, repetindo o resultado na sexta (e última) corrida - embora, nesse ponto, o P85D já estivesse apenas com dois reatores operando.

No fim das contas, este Model S P85D se mostrou claramente mais rápido, como era de esperar, apesar de também ficar mais barulhento, mais poluente e menos eficiente do que o modelo original. Mas esse nunca foi o foco de Matt Mikka, que conseguiu criar algo especial - e que definitivamente não passa despercebido.

Fonte: InsideEVs

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