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BMW X1: reestilização e o 25d xDrive xLine

Carro BMW vermelho dirigindo em estrada molhada com água espirrando ao redor em área verde.

O BMW X1 é daqueles carros que quase passam batidos. Ele parece não se encaixar em nenhuma definição com muita convicção: é mais alto do que uma perua, mas por pouco; e está longe de parecer alto ou parrudo o bastante para se vender como um SUV. A pergunta inevitável era: por que alguém escolheria um desses?

Um sucesso que passou despercebido

Não foi a primeira vez que errámos feio. A própria BMW acabou surpreendida, porque o X1 virou um campeão de vendas. Em dois anos e meio, foram em torno de 300.000 unidades. Hoje ele também é produzido na China e, pela primeira vez, vai ser oferecido nos EUA. Para marcar esse momento, chega uma reestilização.

Mudanças visuais discretas

Não reparou? É compreensível. Há um leve redesenho nos para-choques dianteiro e traseiro, com um pouco mais de áreas pintadas na cor da carroçaria e uma dose extra de destaque para aqueles protetores inferiores de plástico (mais de aparência do que de função). Os faróis também ficaram só um pouco mais chamativos.

Galeria: o novo BMW X1

Por dentro, a consola central ficou mais voltada para o motorista, e surgiram detalhes adicionais em preto brilhante e apliques com pintura que imita alumínio. A menos que você tenha um X1 antigo, é bem provável que nem perceba.

Gama de motores a diesel no Reino Unido

A grande novidade está mesmo nos motores. A BMW do Reino Unido não comercializa o X1 a gasolina, então por lá a oferta é composta por quatro dieséis 2,0 litros (2.0) revistos: 18d, 20d, 20d EfficientDynamics e 25d. Nos dois primeiros, dá para escolher entre tração traseira (com o emblema sDrive) ou tração integral (xDrive). Já o EfficientDynamics vem apenas com tração traseira e câmbio manual, entregando um desempenho bem razoável e, ao mesmo tempo, baixando de 120g/km - uma eficiência impressionante.

Ao volante do BMW X1 25d xDrive xLine

No topo, o 25d é exclusivamente xDrive. É exatamente o carro que estou a conduzir aqui. Ele usa dois turbos e entrega saudáveis 218bhp. Outra mudança é que agora há um câmbio automático de oito marchas no lugar do antigo de seis. E existe ainda um pacote de acabamento opcional chamado xLine. O preço é £31,860.

Portanto, este é o X1 25d xDrive xLine. Xs suficientes para você?

O motor tem força de sobra, e o ritmo é realmente bom - sobretudo com a transmissão ajustada para um acerto mais desportivo. O porém é o som: ele surpreende por ser áspero. Mesmo a 113 km/h (70 milhas por hora) em cruzeiro, o ruído pesado do diesel chega fácil ao habitáculo. Uma desilusão.

Ainda assim, o X1 tem direção muito acertada e mantém a compostura nas curvas. Só que há outro “mas”: o rodar é agitado. E o ruído de vento em alta velocidade incomoda mais do que o esperado num carro vindo da terra da Autobahn. Então, por mais que os bancos sejam bons e o espaço interno seja decente, ele acaba por ser um carro fraco para longas distâncias - algo raro num BMW.

Para quem o BMW X1 serve?

Pensando bem, qual é a função do X1? Off-road, certamente não é. A suspensão é basicamente um conjunto de componentes da geração anterior do Série 3, com um pouco mais de altura livre do solo, mas sem qualquer reforço. E ele nem entrega a posição de condução elevada típica da maioria dos SUVs.

Além disso, a maior parte dos compradores vai levar as versões de tração traseira, e aí a cena fica meio ridícula na neve: eles acabam encalhados nos seus “SUVs”, enquanto Fiestas passam ao lado.

No fim, talvez a explicação seja simples: muita gente não suporta a ideia de conduzir uma perua, porque acha que isso dá ar de vendedor de material de escritório. Só que estão a perder. A nova geração do Série 3 Touring chega em setembro. Entre ele e um X1, a escolha é óbvia.

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