OpenAI teria decidido acelerar o desenvolvimento do seu projeto de smartphone.
Depois de tornar a inteligência artificial generativa popular com o lançamento do ChatGPT, em 2022, a OpenAI poderia mexer com o mercado de smartphones a partir de 2027 - pelo menos é o que aponta o conhecido analista Ming-Chi Kuo. Vale lembrar que a empresa por trás do ChatGPT já sinalizou a intenção de entrar no hardware e se uniu a Jony Ive, ex-chefe de design da Apple, para tocar a iniciativa. Até agora, porém, a OpenAI não detalhou que tipo de aparelho pretende colocar no mercado. Ainda assim, publicações recentes de Kuo indicam que o plano pode incluir o lançamento de um smartphone próprio.
Previsto para 2027
Em análises anteriores, Kuo afirmou que o smartphone em desenvolvimento na OpenAI seria pensado para que o usuário delegue tarefas diretamente à IA, em vez de navegar por aplicativos. Na prática, isso significaria uma interface bem diferente das vistas em Android e iOS, trocando, por exemplo, a tradicional grade de apps por um fluxo de ações ou de tarefas atribuídas à IA.
Em uma nova publicação no X, o analista diz que a OpenAI resolveu dar mais velocidade ao projeto e que a produção em massa agora estaria planejada para o primeiro semestre de 2027. Ele também afirma que a OpenAI provavelmente trabalharia com a MediaTek para equipar o aparelho com uma versão modificada do chip Dimensity 9600, fabricado em processo de 2 nm pela TSMC. A câmera, por sua vez, seria ajustada para permitir que a IA perceba melhor o ambiente do usuário. Além disso, o smartphone da OpenAI viria com dois NPUs (componentes voltados a IA), enquanto aparelhos convencionais costumam trazer apenas um.
OpenAI miraria um volume elevado desde o início
Se as informações de Ming-Chi Kuo estiverem corretas, o smartphone daria à OpenAI a chance de escapar das limitações de produtos pensados por outros fabricantes, oferecendo um hardware alinhado aos usos que a empresa imagina para sua inteligência artificial. Como exemplo, a adoção de um NPU duplo poderia permitir que o dispositivo executasse mais tarefas de IA localmente, em vez de depender dos servidores da OpenAI.
Além disso, o criador do ChatGPT estaria mirando metas bastante agressivas: Kuo afirma que a empresa tem como objetivo 30 milhões de unidades enviadas em 2027 e em 2028.
O que achamos
Esses rumores chamam atenção porque, até aqui, a expectativa era de que a OpenAI criasse categorias totalmente novas de produto, em vez de apostar em um smartphone ou um computador. Ainda assim, o que Ming-Chi Kuo descreve se conecta à visão que Sam Altman e Jony Ive teriam apresentado em 2025.
“Os computadores agora veem, pensam e compreendem. Apesar dessa capacidade sem precedentes, nossa experiência continua moldada por produtos e interfaces tradicionais”, explicaram.
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