Pular para o conteúdo

Exército Britânico inicia o Exercício Cape Sword nas Ilhas Malvinas em outubro de 2025

Militar britânico em campo apontando, com veículos militares, mapa e avião ao fundo sob céu claro.

+ ADICIONE-NOS AOS FAVORITOS NO GOOGLE

Por que nos adicionar? Receba as últimas da Zona Militar no seu feed do Google.

Exercício Cape Sword nas Ilhas Malvinas

Como parte do reforço contínuo da presença militar britânica no Atlântico Sul, o Exército Britânico deu início a uma nova e relevante série de exercícios militares nas Ilhas Malvinas. As manobras, inseridas no Exercício Cape Sword, ocorrerão entre 6 e 14 de outubro de 2025, sob responsabilidade do 2º Batalhão do regimento The Rifles (2 RIFLES), atualmente destacado como Roulement Infantry Company (RIC) no arquipélago. As operações preveem inserções por mar e por terra, patrulhas urbanas e engajamentos simulados com munição de festim e elementos pirotécnicos, tanto em Porto Argentino quanto em áreas do entorno.

Conforme informações da British Forces South Atlantic Islands (BFSAI), na base de Mount Pleasant, o Exercício Cape Sword marca o encerramento do ciclo de emprego do 2 RIFLES nas ilhas e tem como objetivo medir sua capacidade de resposta em diferentes cenários operacionais, além de ampliar a familiarização com o terreno. As atividades começam na região central de Porto Argentino e se estendem para zonas mais amplas entre 7 e 9 de outubro, com operações diurnas e noturnas. A etapa final está prevista para 10 e 11 de outubro nas proximidades de Wireless Ridge, onde serão executados treinamentos de combate simulado com uso de sinalizadores de paraquedas para reproduzir condições próximas às de um combate real.

Antecedentes: manobras britânicas em 2025

O exercício integra uma sequência de manobras conduzidas pelo Reino Unido ao longo de 2025, que também incluiu unidades gurkhas e meios da Royal Air Force (RAF). Em março deste ano, a Roulement Infantry Company e o 2º Batalhão do regimento Royal Gurkha Rifles (2 RGR) realizaram o Exercício Cape Kukri III, com treinamentos com munição de festim no Onion Range e ações distribuídas pelos morros Challenger, Wall, Harriet e Tumbledown. Na mesma linha, uma aeronave de transporte tático A400M executou lançamentos de carga na região de Pradera del Ganso, no que foi descrito como o maior emprego logístico britânico nas ilhas em anos recentes.

Modernização de Mount Pleasant e a política de defesa do Reino Unido

A intensificação dessas manobras acompanha a diretriz de defesa britânica apresentada na Revisão Estratégica de Defesa de 2025, que ressalta a relevância geoestratégica do Atlântico Sul e sustenta a modernização da base de Mount Pleasant. Entre as medidas recentes, são citadas atualizações de radar, a extensão de vida útil dos caças Eurofighter Typhoon e a incorporação de novos sistemas de defesa aérea, consolidando as Ilhas Malvinas como um ponto central de projeção britânica na região.

Reação da Argentina e disputa de soberania

Sob a ótica da Argentina, essas ações são interpretadas como um reforço do processo de militarização do arquipélago, cuja soberania segue sendo reivindicada pela República Argentina junto às Nações Unidas. Em seu pronunciamento na Assembleia Geral da ONU em setembro de 2025, o presidente Javier Milei reiterou a reivindicação argentina e denunciou a presença militar britânica como uma ameaça à estabilidade regional. Apesar de protestos diplomáticos reiterados, o Reino Unido mantém a política de exercícios regulares e de rotação permanente de tropas, reafirmando seu controle militar sobre um território que a comunidade internacional reconhece como pendente de descolonização.

Imagens utilizadas apenas para fins ilustrativos

Você também pode gostar: O Exército Britânico conclui a rotação de unidades gurkhas nas Ilhas Malvinas com o envio de uma companhia paraquedista


Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário