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Contexto: pacote de ajuda e a posição da República Checa sobre o L-159
Em meio às negociações sobre um novo pacote de assistência militar destinado à Ucrânia, a República Checa confirmou que não pretende transferir suas aeronaves L-159. A justificativa apresentada é que se trata de um modelo essencial para a Força Aérea e que, além disso, não está mais em produção.
A informação surge após o presidente checo, Petr Pavel, ter declarado que a Ucrânia demonstrou interesse em adquirir os L-159 atualmente em serviço no país. Ainda assim, depois de consultar as principais autoridades da Força Aérea, Praga teria concluído que a entrega não é viável no momento, considerando as necessidades operacionais da instituição.
Segundo a avaliação mencionada, a Força Aérea checa depende principalmente do caça Gripen, de origem sueca, para a defesa do espaço aéreo, enquanto o L-159 atua como complemento em sua configuração de caça leve.
Oferta da Aero Vodochody: L-39 Skyfox antidrones como alternativa
Diante da recusa checa e do fato de o L-159 não ser mais fabricado, a Aero Vodochody buscaria impulsionar seu novo treinador avançado, o L-39 Skyfox, como uma opção com custo de operação mais baixo, preservando as funções desempenhadas pelo antecessor e adicionando uma capacidade antidrones.
Em particular, essa variante já havia sido apresentada no Dubai Airshow realizado em novembro do ano passado. Na ocasião, foi possível observar a aeronave equipada com metralhadoras de calibre 12,7 mm e foguetes guiados FZ275 LGR de 70 mm.
Também se ressaltou que o projeto já conquistou espaço nas Forças Aéreas de parceiros internacionais da República Checa, com Vietnã e Hungria entre os operadores. Além disso, foi indicado que essas aeronaves também estão sendo oferecidas no continente africano, o que pode abrir a possibilidade de ampliar ainda mais a base de usuários.
Questionamentos na Ucrânia: fabricação do zero, financiamento e prazos
Mesmo assim, na Ucrânia já circularam diversos relatos apontando dúvidas em relação a essa proposta da Aero Vodochody, especialmente após a negativa checa. O principal ponto levantado é que esses treinadores avançados L-39 precisariam ser fabricados do zero.
Isso significaria, em primeiro lugar, a necessidade de obter financiamento por parte de parceiros europeus para avançar com a aquisição. Em seguida, seria preciso viabilizar a autorização correspondente por parte de Praga e, por fim, aguardar que a empresa produza a quantidade de aeronaves acordada. Como referência, no caso da Hungria, esse processo teria resultado em uma espera de três anos para a entrega de três aeronaves.
Imagens utilizadas apenas para fins ilustrativos
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