Thomas Schäfer assumiu, em 1º de julho, o posto de diretor-executivo da Volkswagen (marca), substituindo Ralf Brandstätter. Naquela que parece ter sido sua primeira entrevista no novo cargo, ele comentou os possíveis impactos da Euro 7.
O que é a Euro 7 e por que ela pode ser a última
A Euro 7 é a próxima norma de emissões para motores a combustão, voltada a limitar poluentes presentes nos gases de escape (partículas, hidrocarbonetos, monóxido de carbono, entre outros). A expectativa é que ela seja a última grande etapa regulatória antes da transição (praticamente) definitiva para o carro elétrico, já aprovada pela União Europeia para 2035.
Ainda não estão definidos os detalhes finais da Euro 7, nem a data exata de entrada em vigor. A decisão já foi adiada duas vezes e um novo anúncio é esperado para o fim deste mês.
Thomas Schäfer (Volkswagen) estima aumento de 3000 a 5000 euros por carro
Mesmo com a indefinição sobre o texto final, Schäfer disse ao jornal alemão Welt am Sonntag que a Euro 7 deve elevar o custo por veículo em valores bem específicos: entre 3000 euros e 5000 euros.
Ele não é o primeiro executivo a apontar uma alta relevante nos custos associada à Euro 7. Antes dele, Luca de Meo, diretor-executivo do Grupo Renault, já havia feito observações semelhantes.
Segundo Schäfer, os modelos de entrada serão os mais afetados. Como ele afirma: “Com um carro pequeno estes custos adicionais serão dificilmente compensados. Por isso, o acesso à mobilidade com motores de combustão será significativamente mais cara”.
Mobilidade elétrica como resposta: ID.2 e modelos compactos a partir de 2025
Para Schäfer, “A mobilidade individual é uma necessidade básica e tem de se manter acessível no futuro”, e é por isso que ele vê na mobilidade elétrica o caminho para sustentar a acessibilidade. Se, de um lado, o custo dos carros a combustão tende a subir, do outro a promessa é que os elétricos fiquem mais baratos.
Ele lembra que o grupo alemão pretende lançar, a partir de 2025, quatro modelos elétricos compactos e com foco em preço, envolvendo não apenas a Volkswagen, mas também a Skoda e a CUPRA. “Planeamos oferecer o (futuro) ID.2 por menos de 25 mil euros. Em três anos, será um preço super atrativo para um veículo elétrico”, disse.
Schäfer também reconhece que a era dos carros novos entre 10-15 mil euros, comum no universo dos modelos a combustão, não deve se repetir no futuro, por causa do custo das baterias.
Ainda assim, ele reforça que é preciso considerar não só o preço de compra, mas o custo total - incluindo o gasto de uso. Nas palavras dele, mesmo hoje um elétrico já representa uma redução de 25% nos custos de utilização em comparação com um carro a gasolina ou Diesel.
Fonte: Welt am Sonntag
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